Sandbox regulatório em telecom terá alta demanda, prevê Coimbra

Sandbox regulatório em telecom terá alta demanda, prevê Coimbra

Anatel acredita que norma de sandbox regulatório impulsionará a inovação em telecom
Coimbra (à dir.) acredita que sandbox regulatório impulsionará inovação em telecom (crédito: Tele.Síntese)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acredita que a institucionalização de regras para sandbox regulatório em telecom terá alta demanda do mercado e tornará os processos de inovação na autarquia mais ágeis. Atualmente, uma proposta normativa com este objetivo aguarda avaliação do conselho diretor da agência.

“Ainda que esse processo não tenha sido concluído, já temos recebido pedidos de sandbox e aprovado alguns no conselho diretor”, disse o conselheiro Artur Coimbra, nesta terça-feira, 22, durante o 38º Seminário Internacional ABDTIC, realizado no Insper, em São Paulo.

Coimbra ressaltou que “o arcabouço regulatório precisa estar adequado” ao surgimento de novas tecnologias. Caso a proposta normativa seja implementada, os pedidos de sandbox não precisarão mais subir até o conselho diretor para serem aprovados, bastando uma análise mais técnica por parte da agência.

Até aqui, a Anatel aprovou três pedidos de sandbox: um para repetidores de sinal móvel; um para teste de conexão direta entre satélite e celular (direct to device, ou D2D); e um para scanner de corpo em ondas milimétricas, usando o espectro entre 71 GHz e 76 GHz.

Na avaliação do conselheiro, diversas solicitações que chegam à Anatel poderão ser testadas por meio do modelo de sandbox, como uso temporário de espectro e suspensão cautelar para operações excepcionais.

“Para esses pedidos que a Anatel trata de maneira meio improvisada, teremos um framework. Então, vai ter uma demanda grande por sandbox regulatório. Acredito que o modelo vai dragar muitas das demandas de outros atos regulatórios”, apontou Coimbra.

Para o conselheiro, uma vantagem do ambiente experimental é habilitar a operação de forma definitiva caso o teste se mostre bem-sucedido. Coimbra, no entanto, lembrou que a agência também busca reduzir eventuais impactos negativos do modelo de experimentação, como abuso consumerista ou adoção de condutas anticompetitivas.

“Caso o teste se mostre negativo, a Anatel tem o desafio de desligar o experimento. De qualquer forma, é melhor do que não ter [o ambiente experimental]. Duvido que o Brasil teria bets hoje em dia se as bets tivessem passado por um sandbox regulatório”, ressaltou.

IA, cabos submarinos e escala 6×1: os destaques da semana no Congresso
IA, cabos submarinos e escala 6×1: os destaques da semana no Congresso
Anatel aprova regimente interno do GT de Consensualidade
Anatel aprova regimente interno do GT de Consensualidade
Brasil é parceiro chave na agenda digital, diz representante da Comissão Europeia
Brasil é parceiro chave na agenda digital, diz representante da Comissão Europeia
Vazamento de dados da Polícia Civil do Maranhão no PIX é o quinto episódio do ano
Enquanto mercado funcionar, não há problema na concentração, diz Anatel
Enquanto mercado funcionar, não há problema na concentração, diz Anatel
Segurança para quem atua nas redes de telecomunicações
Telecom e Radiodifusão geraram 540 mil empregos formais em 2025
Prazo para pedir parabólica gratuita termina neste sábado
Prazo para pedir parabólica gratuita termina neste sábado
810 milhões de mulheres não têm acesso à Internet móvel
810 milhões de mulheres não têm acesso à Internet móvel
TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas
TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas