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Samsung ou Apple: smartphone mais visado para roubo e furto no Brasil

De acordo com os dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (18), a cada minuto, quase dois celulares são roubados ou furtados no Brasil. Em 2023, houve uma queda de 4,7% no total dos incidentes, com 937,3 mil casos, ante 983,6 mil do ano anterior.

Créditos: Andrey Popov/Getty Images

Pela primeira vez, o número de furto de celulares foi maior do que os roubados, sendo que nas delegacias foram registrados 494.295 de casos de furto e 442.999 de roubos. O relatório é baseado em dados e microdados das polícias civis, secretariais estaduais, IBGE e proprietários.

De acordo com o FBSP, o número de ocorrências mostra a centralidade que tais aparelhos ocupam na nova dinâmica dos crimes patrimoniais. Ale de que é como uma “porta de entrada” do crime organizado para uma série de outras modalidades delituosas em ascensão, como estelionatos e golpes virtuais.

Entre as marcas mais visadas pelos criminosos está a Samsung, sendo o alvo principal com 37,4% dos casos. Em seguida vem a Apple e a Motorola, com 25% e 23,1% dos casos, respectivamente. O iPhone corresponde a apenas 10% do mercado nacional, mas, proporcionalmente, é o modelo que mais corre risco, representando uma em cada quatro subtrações de aparelhos.

Estados e cidades com mais incidências

O estado com mais alta em roubos e furtos foi o Maranhão, que passou de 16,4 mil para 22 mil casos, um incremento de 34,5%. Por sua vez, o Acre foi aquele que mais teve redução (-35,5%), de 4,6 mil para 3 mil casos registrados.

A cidade de Manaus (AM) é a cidade do país com o maior número de roubos e furtos de celulares, registrando 2.096,3 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Em sequência, aparecem Teresina (PI) com 1.866, São Paulo (SP) com 1.781,6, Salvador (BA) com 1.716,6 e Lauro de Freitas (BA) com 1.695,8.

Hábitos dos criminosos

A edição do Anuário aponta que 78% do roubo de celulares acontece em vias públicas quando as pessoas estão saindo de sua residência ou retornando do trabalho. Ou seja, pelo horário de 5h e 7h da manhã e entre 18 e 22 horas, de segunda a sexta-feira, e 58% das vítimas são homens.

Já os furtos, 43% ocorrem em vias públicas, com maior frequência de casos nos finais de semana e nos períodos das 10h às 11h e de 15h às 20h. A prática também ocorre em estabelecimentos comerciais e financeiros (14%). Mulheres e homens são alvejados da mesma forma.

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