
A Algar registrou receita líquida de R$ 732 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho, divulgado ao mercado nesta terça, 11, foi sustentado pela expansão do segmento de consumo, que compensou a retração observada nas operações voltadas ao mercado corporativo.
No segmento B2C, a receita líquida avançou 4,4% em relação ao segundo trimestre de 2025. A banda larga foi o principal vetor desse crescimento, com aumento de 7% da receita na comparação anual.
Já o segmento B2B apresentou queda de 0,5% da receita no período. Dentro dessa operação, porém, a receita proveniente de serviços de comunicação máquina a máquina (M2M) cresceu 34,3% em um ano.
O resultado consolidado mostra que a expansão das receitas da Algar continuou concentrada no mercado de consumo, enquanto o desempenho corporativo limitou o crescimento total da companhia no trimestre.
EBITDA cresce acima da receita
O EBITDA ajustado da Algar somou R$ 308,5 milhões entre abril e junho, alta de 3,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Como o indicador cresceu acima da receita líquida, a margem EBITDA ajustada aumentou 0,7 ponto percentual, alcançando 42,1%.
A operadora também reduziu os investimentos no período. O capex totalizou R$ 87,6 milhões, uma queda de 13,8% na comparação anual.
Com a expansão do EBITDA e o menor volume de investimentos, o fluxo de caixa operacional livre atingiu R$ 202,8 milhões no segundo trimestre. O montante representa crescimento de 45,9% em relação ao resultado apurado um ano antes.
A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA, caiu de 2,76 vezes no segundo trimestre de 2025 para 2,18 vezes ao final de junho deste ano.
Prejuízo diminui, mas permanece no balanço
A Algar manteve a trajetória de melhora do resultado líquido, mas continuou no vermelho. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 53,9 milhões no segundo trimestre, redução de 5,9% em relação à perda contabilizada no mesmo período de 2025.
A diminuição do prejuízo ocorreu em um trimestre marcado pelo crescimento da receita e do EBITDA, avanço da margem operacional e maior geração de caixa. Ainda assim, esses fatores não foram suficientes para levar a companhia ao lucro entre abril e junho.
Após o encerramento do trimestre, a Algar anunciou a venda de sua operação de Internet das Coisas para a Arqia, controlada pela Wireless Logic, por R$ 720 milhões. A transação aparece nas demonstrações financeiras como evento subsequente e ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo.
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