Paciente com ELA usa a mente para controlar Alexa após implante cerebral

Um homem de 64 anos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) conseguiu controlar a assistente virtual Alexa usando o pensamento após passar por um implante cerebral de chip nos Estados Unidos. Detalhes do experimento foram divulgados pela Synchron na segunda-feira (16).

Identificado como Mark, o paciente que participou do estudo possui mobilidade limitada por causa da doença que leva à perda de controle muscular com o passar do tempo. Ele pode andar e falar, porém não apresenta os movimentos das mãos e dos braços, conforme a empresa rival da Neuralink.

Depois de receber a interface cérebro-computador (BCI) da startup, o voluntário passou a ter capacidade de controlar os dispositivos inteligentes de sua residência sem depender de qualquer interação física ou mesmo da voz. Tudo é feito com a mente, por meio do recurso Tap to Alexa do seu tablet Amazon Fire.

A tecnologia permite que Mark selecione blocos personalizados no dispositivo móvel para realizar ações pré-definidas da Alexa. Ele pode ligar e desligar as luzes, solicitar a reprodução de músicas e programas, ler livros no Kindle, realizar vídeochamadas, controlar eletrodomésticos conectados e fazer compras na Amazon, sem as mãos e sem a voz.

Como é feito o implante cerebral?

Como explicou a startup, o chip foi inserido em um vaso sanguíneo na superfície do cérebro do paciente através da veia jugular, por meio de um procedimento minimamente invasivo. Após a implantação, o BCI detecta e transmite intenções motoras para fora do cérebro, permitindo que as pessoas com paralisia voltem a controlar dispositivos sem as mãos.

“Ser capaz de gerenciar aspectos importantes do meu ambiente e controlar o acesso ao entretenimento me devolve a independência que estou perdendo”, comemorou o paciente com ELA. Anteriormente, ele já “tocava” mentalmente ícones no iPhone, iPad e PC para navegar na internet e enviar e-mails.

A partir da integração com a Alexa, a Synchron afirma ser possível tornar as rotinas diárias mais acessíveis para as pessoas com paralisia grave. “Enquanto muitos sistemas de casas inteligentes dependem de voz ou toque, estamos enviando sinais de controle diretamente do cérebro, ignorando a necessidade dessas entradas”, salientou o CEO da startup, Tom Oxley.

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