Por que um remédio funciona bem para um paciente, mas nem tanto para outro? Como é possível que um remédio, mesmo na dosagem indicada, seja tóxico para algumas pessoas? Por que um tumor pode evoluir de forma distinta em diferentes indivíduos? Há tempos questões como essas intrigam a comunidade médica e, na grande parte dos casos, a resposta está no nosso DNA. Mais especificamente, nas pequenas diferenças escondidas entre as 3 bilhões bases (as letras A, C, T, G) do nosso DNA que fazem com que sejamos indivíduos únicos.
Cada ser humano é geneticamente diferente do outro. Como é a sequência do nosso DNA que define a estrutura e a função de nossas proteínas, podemos concluir que algumas de nossas proteínas não são idênticas. São essas pequenas diferenças entre nossas proteínas que nos fazem únicos e, por isso, reagimos de formas diferentes quanto tomamos um medicamento ou desenvolvemos uma doença. Entender essas diferenças e como usá-las a nosso favor deu origem à medicina personalizada, ajustada de acordo com nosso genoma, similar ao processo de caimento de uma roupa para nos favorecer.



