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MCom doa computadores para instituições religiosas e sociais em Goiás

Na semana passada, o Ministério das Comunicações (MCom) realizou a entrega de computadores pelos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) para instituições religiosas e sociais em Goiás. A pasta também realizou entregas representativas para um espaço de formação de artistas drags e outro dedicado ao acolhimento de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade.

Entrega de equipamentos aos grupos LGBTQIA+. Foto: Shizuo Alves/MCom

Na primeira ação, 10 computadores doados pelo MCom irão compor salas de ensino de crianças até o público idoso na Casa de Osun e a Associação Projeto Estrela para levar inclusão digital para suas respectivas comunidades. Ambos projetos fazem trabalhos de acolhimento de pessoas em situação de ameaça ou violação de direitos e que estejam afastados temporariamente de seu núcleo familiar, com os vínculos familiares rompidos ou fragilizados.

A Casa de Osun recebeu os equipamentos recondicionados e já tem um espaço pronto para composição de laboratório de informática. A Associação Projeto Estrela, reforçou seu laboratório que tinha apenas dois equipamentos para um número superior de alunos pesquisarem.

Maria Cristina Santos, representante social da Casa de Osun, de matriz africana, celebrou o recebimento dos equipamentos. “O ganho dos computadores foi de grande valia para educação e extensão da escola para nossas crianças. Como professora de formação, eu sei a importância do acesso ao computador para pesquisa e conhecimento deles. Eu agradeço ao Ministério das Comunicações pela intervenção em comunidades que precisam desse acesso”.

Já Rodrigo Vieira Santos, responsável pelo Projeto Estrela que faz a inclusão social de alunos por meio de cursos de música e esporte, agora também reforçará o mundo digital com seus alunos.

“A entrega desses computadores representa sonhos. Hoje entendemos que nossa região tem uma carência digital. Vai possibilitar o sonho de uma criança que não tem a possibilidade de ter um computador estar em uma situação similar à de quem tem o acesso. Isso tudo para mim é um sonho”, afirma.

LGBTQIA+

No segundo caso, os 10 computadores foram para oDistrito Drag e a Casa Rosa, localizadas no Distrito Federal. As máquinas vão auxiliar os representantes de cada espaço no trabalho de inclusão social e digital aos acolhidos.

A Casa Rosa, espaço destinado aos acolhimentos dos grupos LGBTQIA+, também comemorou a chegada dos equipamentos. O local passa por obras de ampliação para ofertar cursos profissionalizantes e preparatórios aos jovens e adultos.

Já nos deparamos com pessoas acolhidas que tentaram fazer inscrição do Enem. Essas candidatas agora vão poder vir aqui para poder estudar com a gente”, festejou Marcos Venisson Tavares, presidente da Casa Rosa.

De acordo com a coordenadora da Casa Rosa, Letícia Regina da Costa, a falta de computadores já prejudicou uma jovem lesbica acolhida pela instituição, que retirou busca ajuda de pessoas próximas para fazer a inscrição no Encceja, pois a Casa Rosa não tinha computador.

“Não tínhamos acesso, mas agora tudo será facilitado para pesquisas, buscas de oportunidades, cursos profissionalizantes e vamos ter, em breve, cursos preparatórios para concursos públicos”, comemorou a coordenadora.

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