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Desafios das instituições bancárias para manter receitas em 2024

Os desafios das instituições bancárias para manter a receita em 2024

Há cerca de um mês o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 10,75% ao ano. Desde o início do terceiro mandato do governo Lula, o índice caiu 3 pontos percentuais. E o mercado considera que o Copom fará novos cortes. Tomando esse cenário como provável, a agência de risco americana Fitch Ratings avalia que os bancos brasileiros terão mais dificuldades para compor suas receitas neste ano. A avaliação foi publicada nesta quarta-feira, 24.

A Fitch Ratings considera que taxas de juros mais baixas poderão ajudar na oferta de mais crédito, mas podem elevar o número de empréstimos inadimplentes. Por isso, prefere manter na classificação “estável” as notas das instituições brasileiras.

“Os rendimentos dos empréstimos e as taxas de financiamento no Brasil apresentam tendência de queda uma vez que as taxas de juros máximas foram atingidas em meados de 2023. Em meio à flexibilização monetária e à expectativa de crescimento estável dos empréstimos em 2024, as receitas e os lucros serão ainda mais pressionados pelos limites máximos das taxas de juros e pelos limites máximos recentemente aprovados para empréstimos consignados”. Estes, segundo a agência, representam 28% do mercado de empréstimo de varejo no mercado brasileiro.

O que também pode afetar as taxas de juros dos bancos é a concorrência em face de um avanço do mercado de capitais. No primeiro bimestre deste ano, o volume captado atingiu R$ 64 bilhões, o que representa uma alta de 50,6% ante o mesmo período de 2023. “Este rápido crescimento poderá levar a uma maior concorrência por carteiras de crédito de elevada qualidade, o que poderá pressionar as margens de juros dos bancos”, acrescenta a agência.

Ainda de acordo com a agência, a maioria dos bancos brasileiros apresenta ratings estáveis, graças às operações amplas e diversificadas no país. No entanto, analistas da Fitch Ratings lembram que aspectos como a nomeação de um novo presidente do Banco Central no final deste ano ou os índices de inflação podem trazer mudanças na orientação da política monetária e, dessa forma, afetar o mercado.

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