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CriteriaCaixa eleva participação na Telefónica para 5%

CriteriaCaixa aumenta participação no capital social da Telefónica
CriteriaCaixa aumenta participação acionária na Telefónica (crédito: Divulgação/Telefónica)

A gestora espanhola de investimentos CriteriaCaixa elevou a sua participação no capital social da Telefónica para 5,007%. Antes dessa operação, o fundo de investimento ligado à instituição financeira La Caixa detinha 2,69% das ações da operadora.

Como parte da operação, a CriteriaCaixa informou que, na próxima assembleia geral de acionistas da Telefónica, prevista para sexta-feira, 12, indicará a renovação de seu presidente, Isidro Fainé, para o cargo de diretor proprietário da tele. Fainé também ocupa a posição de vice-presidente da companhia de telecomunicações.

Em nota, a gestora destacou que “a participação na Telefónica é estratégica e de longo prazo”. Além disso, o investimento foi feito com o objetivo de “proporcionar maior estabilidade acionista à operadora de telecomunicações”.

A CriteriaCaixa ainda disse que busca manter uma carteira de investimentos eficiente e prudente, apostando em empresas com uma política de dividendos atrativa. O intuito é financiar as ações sociais da Fundação La Caixa, que é a principal acionista do CaixaBank.

No ano passado, a CriteriaCaixa recebeu 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 228,3 milhões) em dividendos da Telefónica, dona da marca Vivo no Brasil.

Relação de longa data

No comunicado, a CriteriaCaixa enfatizou que a Telefónica é “uma empresa essencial tanto para o país como para a indústria a nível internacional”. A relação da La Caixa com a tele remonta a 1987, quando a instituição financeira investiu pela primeira vez na operadora, adquirindo 2,5% do capital social. Fainé, vale destacar, é diretor proprietário da Telefónica há 30 anos.

O movimento também aumenta a participação de fundos espanhóis no capital social da operadora. No mês passado, o governo da Espanha, por meio da Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI), adquiriu 3% das ações da Telefónica. A expectativa é de que a participação cresça ainda mais, até atingir 10%.

Em linhas gerais, as autoridades espanholas consideram a operadora um ativo estratégico para os interesses do país. Dessa forma, o governo almeja superar a participação do grupo saudita de telecomunicações STC, que detém 9,9% das ações da Telefónica.

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