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Como as empresas estão adotando métodos inovadores para acelerar os resultados

Em um mundo em constante transformação, onde a linearidade dos métodos tradicionais de gestão já não atendem às demandas do mercado, as metodologias ágeis surgem como uma alternativa inovadora. Qual será o futuro dessa abordagem e como construir uma estratégia eficiente em 2024? Esse foi o tema de Lyncas Talks, que aconteceu nessa terça-feira,9.

A Lyncas realizou uma discussão com as lideranças de TI para responder a esse questionamento, que se mantém presente no meio das organizações. Além  da mediadora Andreia Justo, diretora de transformação organizacional na Lyncas, o evento contou com a participação dos convidados, Fábio Cruz, CTO da Hiflex Group, Ana Spieker, Gerente de Equipes Ágeis na TOTVS e o Matheus Francisco Jaschke, Coordenador de Outsourcing na Lyncas.

“O ágil é muito mais do que um método, é uma mentalidade. Ele está incluso em algumas práticas relacionadas a comportamento. Fazer entregas de valores constantes e frequentes, sempre alinhadas com a necessidade dos clientes, trazendo velocidade para o negócio. Falamos também de experimentação, tolerância a erro, dessa capacidade das pessoas errarem e aprenderem rápido. E outro ponto importante é que estamos pautados em pessoas, na forma de comunicação e colaboração”, explica Justo.

Conceito

Ao contrário da abordagem tradicional, que se assemelha a uma cascata sequencial de etapas, as metodologias ágeis propõem um ciclo iterativo de desenvolvimento, priorizando a flexibilidade, a colaboração e a entrega contínua de valor.

As principais metodologias ágeis citadas pelos participantes foram a Scrum e Kanban. Cada uma delas oferece práticas específicas para facilitar a adaptação às mudanças de cada contexto que as organizações estão inseridas.

Em vez de esperar até o final do projeto para fazer ajustes, as equipes revisam e adaptam continuamente o trabalho conforme novos requisitos surgem. Essas equipes são auto-organizadas e multidisciplinares, com membros que possuem habilidades diversas e complementares.

Por fim, a metodologia ágil não se limita a um conjunto de técnicas ou práticas, mas sim, a um mindset que valoriza a experimentação. Ao abordar esses princípios, as organizações aumentam a capacidade de inovar e criam um ambiente onde equipes e indivíduos podem trabalhar de maneira adaptável.

Cultura ágil nas empresas

Segundo o estudo 17th State of Agile Report, 71% dos entrevistados estavam muito ou pouco satisfeitos com o ágil em 2022, mas em 2023 essa porcentagem caiu para 59%. Será que ela está com os dias contados?

Essa foi uma das questões respondidas durante o evento. A adoção da metodologia ágil exige um certo nível de maturidade da equipe e da organização, é fundamental que todos os envolvidos estejam dispostos a aprender e a colaborar.

“O conhecimento que me trouxe até aqui, não é o conhecimento que vai garantir o meu futuro. Essa aprendizagem constante é voltada para a adaptação, por que o mundo está evoluindo a todo momento. Teremos essa capacidade, se abrirmos nosso leque de conhecimentos e competências”, afirma a diretora.

Uma das características centrais da cultura ágil é a gestão adaptativa, que engloba a prática de aperfeiçoamento. As equipes revisam regularmente seus processos e resultados, buscando formas de otimizar o trabalho e aprimorar as tarefas, que garantem a integração em todas as áreas funcionais.

Metodologia ágil ou tradicional?

A escolha entre as metodologias depende do tipo de projeto, das necessidades do cliente e da cultura organizacional da empresa. Ambas têm suas vantagens e desafios. Projetos com requisitos estáveis e bem definidos podem se beneficiar da metodologia tradicional, enquanto aqueles sujeitos a mudanças frequentes e rápidas evoluções de mercado tendem a se alinhar melhor com a abordagem ágil.

A tradicional oferece uma estrutura clara e previsível, facilitando o gerenciamento de grandes projetos e a documentação detalhada, mas pode ser menos flexível. Já a metodologia ágil promove uma cultura de colaboração, aprendizado constante e ajustes. Ela exige uma mudança cultural significativa e habilidades adicionais de gestão.

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