A Claro registrou receita líquida consolidada de R$ 13,48 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 5,1% em relação aos R$ 12,83 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. O lucro líquido consolidado, por sua vez, caiu 8,3%, de R$ 1,10 bilhão para R$ 1,01 bilhão. Os dados constam das informações trimestrais entregues à CVM nesta terça-feira, 21, e do relatório de desempenho divulgado pela companhia.
O EBITDA alcançou R$ 6,05 bilhões entre abril e junho, avanço anual de 4,6%. A margem EBITDA ficou em 44,9%, ante 45,1% no segundo trimestre de 2025. O EBIT cresceu 8,6%, para R$ 2,87 bilhões, com margem de 21,3%.
No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida chegou a R$ 26,81 bilhões, alta de 5,8%. O EBITDA somou R$ 12,02 bilhões, crescimento de 5,2%, enquanto o lucro líquido consolidado avançou 1,7%, para R$ 2,49 bilhões.
Receita móvel avança
A receita de serviços móveis totalizou R$ 7,45 bilhões no segundo trimestre, aumento de 5,8% na comparação anual. Segundo a Claro, o desempenho refletiu o aumento da base pós-paga, a portabilidade e a elevação de 1,9% do ARPU, indicador que mede a receita média por usuário.
A operadora encerrou junho com 92,3 milhões de clientes móveis. Desse total, 61,2 milhões estavam no pós-pago, expansão de 8,7% em 12 meses, com a adição de 4,9 milhões de linhas. O segmento passou a representar 66,3% da base móvel, crescimento anual de 2,7 pontos percentuais.
O pré-pago somava 31,1 milhões de linhas ao fim do trimestre. A companhia informou ainda saldo positivo de 985 mil linhas portadas nos 12 meses encerrados em junho.
Em maio, a Claro contabilizava 23,8 milhões de clientes 5G e participação de 36% nesse mercado, conforme dados operacionais apresentados pela companhia com base nos números da Anatel.
Banda larga ganha 83 mil acessos
Nos serviços fixos e outras receitas, a Claro faturou R$ 5,35 bilhões no trimestre, aumento de 4% sobre o mesmo intervalo de 2025. A operadora adicionou aproximadamente 83,3 mil assinantes líquidos de banda larga fixa entre abril e junho.
Em maio, a empresa detinha 19,5% do mercado brasileiro de banda larga fixa. Nos planos com velocidades a partir de 500 Mbps, a participação informada era de 22,2%.
Na TV por assinatura, a participação da Claro alcançou 57,6%, considerando todas as tecnologias. A base de clientes que reúne serviços residenciais e móveis em ofertas convergentes cresceu 15% em relação ao ano anterior. A companhia não informou o número absoluto de clientes convergentes.
No segmento corporativo, a operadora reportou crescimento anual da receita, com expansão em soluções de mobilidade, nuvem, atendimento omnichannel, segurança, internet das coisas, Wi-Fi, internet e SD-WAN. O documento não apresenta os valores nem as taxas de crescimento desse segmento.
Investimentos superam R$ 4 bilhões
As adições ao ativo imobilizado e intangível somaram R$ 4,18 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 2,6% em relação aos R$ 4,08 bilhões registrados nos seis primeiros meses de 2025.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 9,23 bilhões no semestre, ante R$ 9,15 bilhões um ano antes. Ao final de junho, a companhia apresentava R$ 240,4 milhões em caixa e equivalentes, abaixo dos R$ 1,36 bilhão contabilizados no encerramento de 2025.
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