Business Intelligence: conheça três vantagens de adotar a técnica na gestão empresarial

O uso de tecnologias de processamento e análise de dados como Big Data, Machine Learning e Inteligência Artificial na gestão empresarial é uma tendência mundial e, aqui no Brasil também está crescendo, embora ainda de forma tímida. Segundo a pesquisa TIC Empresas 2021, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), apenas 6% das empresas utilizam soluções de análise de Big Data e 13% investiram em 2021 em ferramentas de Inteligência Artificial. 

Olhando o mercado como um todo, esses números podem parecer pequenos, mas são maiores do que os registrados nas pesquisas anteriores e refletem o aquecimento do mercado de Tecnologia da Informação e Inovação no Brasil. O fato é que mais empresas estão considerando o uso dessas tecnologias no seu dia a dia e buscando mais informações sobre como ter uma gestão data driven, com base em dados reais, para obter resultados de uma forma mais assertiva.

E com a popularização em curso dessas tecnologias e a possibilidade de extração e análise de dados em tempo real, um conceito vem ganhando força no mundo dos negócios: o Business Intelligence (BI). Trata-se de um conjunto de tecnologias e processos que ajudam as empresas a coletar, analisar, organizar, compartilhar e monitorar informações relevantes para a tomada de decisões estratégicas mais precisas. 

Ou seja, é uma estratégia de sistematização que transforma os dados numéricos em informações relevantes para subsidiar o planejamento e a tomada de decisão, com foco no desenvolvimento financeiro de uma empresa. E são muitas as vantagens que o BI traz ao dia a dia das organizações. 

A primeira, que julgo ser uma das mais importantes, é o conhecimento do mercado: o Business Intelligence cria oportunidades de negócio, uma vez que o gestor consegue identificar as tendências do mercado e planejar a expansão empresarial, de acordo com as demandas da sociedade. Além disso, ajuda a entender melhor seus clientes e concorrentes, permitindo que se adaptem rapidamente às mudanças do mercado e se mantenham à frente da concorrência.

Além disso, é possível se preparar para as mudanças, pois ao adotar o Business Intelligence e usar as informações em tempo real, a empresa consegue se antecipar às possíveis ameaças externas e se preparar para os riscos futuros. 

Por fim, com uma abordagem data driven, as suas ações serão mais assertivas, pois serão baseadas em dados reais, o que diminui as chances de erros. O monitoramento dos dados ainda possibilita a identificação e redução de gastos extras e automatiza processos internos, otimizando e reduzindo custos, permitindo que as equipes trabalhem juntas de forma mais eficiente, compartilhando informações e insights importantes em tempo real.

Mas as ferramentas tecnológicas por si só não fazem milagre. Tudo isso só se alcança se houver de fato uma mudança de mentalidade dos gestores, que precisam lançar um olhar diferenciado sobre a organização e sobre o mercado, para buscar informações relevantes nos dados obtidos e, assim, direcionar as ações da empresa. Vale lembrar que o uso da tecnologia não substitui a expertise do profissional, mas complementa a sua atuação, processando dados que muitas vezes seria impossível para o ser humano. Porém, é a análise do gestor que vai identificar as possibilidades em cada cenário, para a tomada de decisão. 

Em resumo, em um mercado cada vez mais digitalizado e competitivo é fundamental cada vez mais pensar em aliar a experiência profissional às tecnologias emergentes. O Business Intelligence é uma ferramenta poderosa para ajudar as empresas a melhorar sua tomada de decisões, aumentar sua eficiência e competitividade, além de melhorar a comunicação e colaboração entre as equipes.

Vanessa Louzada, cofundadora e CEO da lawtech Deep Legal.

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