
A Telefónica informou que sua operação no Brasil respondeu por € 2,207 bilhões (cerca de R$ 12,97 bilhões em conversão direta) em contribuição fiscal direta e indireta em 2025. O valor coloca o país como o segundo principal mercado do grupo em volume de tributos, atrás apenas da Espanha, que registrou € 3,043 bilhões (R$ 17,9 bilhões) no mesmo período.
Os dados constam do Informe de Transparência Fiscal 2025 da companhia, divulgado nesta sexta-feira, 24. No total, o grupo espanhol registrou contribuição fiscal de € 7,472 bilhões nos países em que opera. Desse montante, € 2,360 bilhões corresponderam a impostos suportados diretamente pela empresa, enquanto € 5,112 bilhões foram classificados como impostos arrecadados de terceiros e repassados às autoridades fiscais.
A empresa informou ainda que destinou € 21,30 a cada € 100 de receita ao pagamento de tributos em 2025. O indicador considera impostos sobre sociedades, taxas locais, contribuições à seguridade social e outras obrigações fiscais nacionais e regionais, além de valores recolhidos de terceiros.
Brasil atrás apenas da Espanha
Na distribuição por mercados, a Espanha concentrou o maior volume de contribuição fiscal da Telefónica, com € 3,043 bilhões. O Brasil veio em seguida, com € 2,207 bilhões, e a Alemanha apareceu na terceira posição, com € 1,224 bilhão.
A informação mostra o peso da operação brasileira no grupo, tanto do ponto de vista operacional quanto tributário. No Brasil, a Telefónica atua por meio da Telefônica Vivo, uma das principais prestadoras de telecomunicações do país, com presença em serviços móveis, banda larga fixa, fibra óptica, serviços digitais e atendimento ao mercado corporativo. Pelo valor absoluto, a contribuição brasileira corresponde a aproximadamente 29,5% do total global informado pela Telefónica para 2025.
Relatório segue diretrizes da OCDE
A Telefónica afirma que sua política fiscal segue diretrizes da OCDE e está vinculada aos princípios internos de integridade, transparência e compromisso. Sua governança fiscal é supervisionada pelo Conselho de Administração e inclui mecanismos de controle interno e processos auditáveis.
Na Espanha, a empresa destacou que esteve entre as 45 companhias que apresentaram voluntariamente o informe de transparência às autoridades fiscais em 2024.
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