Associação NEO prevê conversão de 4,2 mil POPs em pequenos data centers

Data center TS Summit 2026 painel 3 3

O painel sobre infraestrutura crítica e hubs regionais do TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026, em Santana de Parnaíba, reuniu falas sobre conectividade, financiamento e dispersão geográfica de data centers no país. Rodrigo Schuch, da Associação Neo, apresentou números da infraestrutura brasileira e defendeu uma política de Estado para edge data centers. Carlos Azen, do BNDES, detalhou linhas de crédito para projetos menores e regionalizados, e Rogério Garchet, da Eletronet, afirmou que a empresa já dispõe de estruturas que podem ser usadas nessa expansão.

Schuch lembrou que o Brasil só perde em capilaridade da banda larga fixa para Estados Unidos e China. Segundo ele, o país passou de cerca de 20 milhões de clientes conectados em 2016 para 55 milhões atualmente. O número de PTTs saltou de 4, em 2012, para 38. “O Brasil é hoje o terceiro país em conectividade fixa do mundo”, afirmou.

O executivo afirmou que o país tem hoje cerca de 100 mil pontos de presença (PoPs) de provedores e operadoras, e disse que estudos da entidade apontaram potencial para modernizar 4,2 mil desses pontos e convertê-los em data centers edge. A seu ver, a atração de data centers precisa estar vinculada à rede já existente. “Não existe política nacional de data center sem você olhar para as redes de infraestrutura”, declarou.

Schuch afirmou que esses POPs já contam com elementos como energia, conectividade e baterias, o que facilita a adaptação. Também associou essa estrutura ao avanço da IA e a aplicações sensíveis à distância entre o usuário e o centro de processamento. Ainda no painel, ele afirmou que o Brasil produz hoje apenas 40% da capacidade de data center que consome. Para ele, a expansão da oferta depende de uma política permanente. “A gente vai precisar, de fato, de uma política de Estado”, afirmou.

BNDES cita FUST e linhas para projetos regionalizados

Pelo lado do financiamento, Carlos Azen, do BNDES, afirmou que os data centers fazem parte da agenda de digitalização da economia brasileira e de expansão da infraestrutura de telecomunicações. Segundo ele, o banco atua no apoio direto a grandes projetos quanto por meio de repasses e linhas para aquisição de equipamentos. “Talvez hoje a gente tenha uma agenda muito convergente de levar a infraestrutura para a ponta”, disse.

Ao detalhar os instrumentos disponíveis, Azen afirmou que projetos de data center executados no Norte e Nordeste podem ter até 70% do funding com recursos do FUST. Fora dessas regiões, o limite é de 30%. Também disse que o banco opera diretamente financiamentos a partir de R$ 10 milhões e mantém linhas automatizadas para compra de equipamentos nacionais. “Os projetos de menor porte e os projetos mais regionalizados tendem a ter as melhores taxas de financiamento”.

Eletronet: 170 estruturas prontas para edge

Rogério Garchet, CEO da Eletrone, afirmou que o edge data center pode ajudar a descentralizar a infraestrutura no país. Ele informou que a Eletronet possui 170 pequenos data centers, com áreas entre 25 e 70 metros quadrados, e afirmou que a empresa vai lançar mais 85 unidades. Todas essas estruturas vêm sendo dedicadas à edge computing. “Cada vez mais a gente estará próximo do cliente final”, afirmou.

Garchet também associou esse movimento a aplicações como streaming, telemedicina, inferência de IA e IoT. Ao tratar da conectividade, listou os fatores que ganham peso na estratégia de expansão da empresa: “latência e resiliência serão fatores determinantes”, concluiu.

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