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Anatel: preço do GB no celular cai 43% e na banda larga, 33% em quatro anos

Crédito: Freepik

O Panorama Econômico Financeiro elaborado pela Anatel traz importantes insights sobre o setor, entre eles o preço do GB dos serviços mais importantes: os serviços de dados na telefonia celular (SMP) e na banda larga fixa. E o estudo traz boa notícias para o consumidor. Os preços do GB consumido estão caindo desde 2020.

Conforme o relatório, o preço  médio do GB na telefonia móvel no primeiro trimestre de 2020 pago pelo consumidor brasileiro era de R$ 9,80. No primeiro trimestre deste ano ele estava em R$ 6,61 (queda de 42,76%). Interessante notar que, apesar de muito maior competição no segmento da banda larga fixa, os preços do GB têm queda menos acentuada: de 32,69%. Segundo a Anatel, o GB médio na banda larga fixa no primeiro trimestre de 2020 custava R$ 0,52 e no primeiro trimestre deste ano estava custando R$ 0,35.

Enquanto isso, no mesmo período, o consumo de dados por usuário brasileiro continua em curva ascendente. No primeiro trimestre de 2020 o consumo médio de dados do usuário do celular era de 2,21 GB e subiu para 5,36 GB. Já na banda larga fixa, era de 175 GB, aumentando para 290 GB.

SeAC

Outro dado interessante para reflexão é que o ARPU do SeAC (Serviço de TV paga), que é altamente regulado e conta com a forte concorrência com as plataformas de streaming, totalmente sem regulação, continua sendo um dos maiores do setor de telecom. O problema é que os recursos estão sendo transferidos para as plataformas de OTT e não está ficando no setor.

O ARPU, que  representa a conta média ou a receita média por usuário de cada serviço e estava na faixa de R$ 90,79, no SeAC, apenas um pouco inferior à banda larga fixa, cujo ARPU  médio do primeiro trimestre de 24 era de R$ 100,73. Os outros dois serviços – celular e telefonia fixa continuam com ARPU na casa dos R$ 30 ( exatos R$ 29,61 para o celular e R$ 30, 61 para a telefonia fixa).

ROL

A receita operacional líquida (ROL) do primeiro trimestre deste ano somou R$ 33,3 bilhões, com destaque inconteste para a telefonia móvel, que angariou R$ 21,5 bilhões. A banda larga fixa ficou com share de R$ 6,9 bilhões; o serviço de TV paga, com R$ 2,8 bilhões e o de telefonia fixa, de R$ 2 bilhões.

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