vivo-diz-que-novo-rue-se-assemelha-a-uma-“expropriacao”-de-espectro

Vivo diz que novo Rue se assemelha a uma “expropriação” de espectro

(crédito: Freepik)

A Telefônica Vivo, na consulta pública do Rue, apresentou o mais extenso documento sobre a proposta da Anatel para o novo Regulamento do Uso de Espectro e chega a usar o termo “expropriação” de espectro para criticá-la. Para a operadora, “a proposta atual não respeita minimamente os direitos adquiridos pelo autorizado em caráter primário e esvazia o conteúdo econômico da autorização outorgada mediante licitação, uma vez que representa cerca de um terço do prazo usualmente estabelecido e, assim, se assemelha a uma expropriação”.

A operada, que contratou a consultoria Alvarez & Marsal para auxiliá-la na elaboração de sua manifestação, alega que a proposta da Anatel formulada na consulta pública, de que o espectro não ocupado deverá ser compartilhado sob a forma de exploração pelo mercado secundário pelo período de 60 meses (ou cinco anos), lesa diretamente a empresa que adquiriu esse bem por meio de leilão, feito pela própria agência.

“O detentor do direito de uso em caráter primário, que pagou em leilão o valor econômico do espectro por determinado período, está sendo obviamente lesado pela impossibilidade de explorar integralmente as oportunidades que o mercado oferece ao longo do prazo de sua autorização. Logo, deveria ser indenizado pelo requerente de uso secundário em valor compatível com o direito alienado, dado que, durante 5 anos, perde a possibilidade de explorar as oportunidades de mercado ou transacionar o direito de uso com terceiros”, argumenta.

Direito

Embora a empresa reconheça que a Anatel tem competência legal para regulamentar o mercado secundário de espectro, e tem também  competência para impor restrições ao direito de uso de espectro em razão de uso ineficiente, alega que a agência poderá estar extrapolando esse poder, ao contrariar a Lei Geral de Telecomunicações, pois “ignora as condições contratuais decorrentes de um processo licitatório que determinou o titular do direito e o prazo de autorização”.

A proposta da Anatel é estabelecer, ao arrepio de princípios legais básicos que norteiam a gestão de bens públicos e a atuação da Administração, uma espécie de balcão de pedidos de licenciamento de espectro, sem a devida transparência de um chamamento público ou de uma licitação. O que surpreende é que essa proposta segue na mesma revisão normativa que regulamenta o mercado secundário de espectro”, alerta a operadora.

Uso Ineficiente

Para a Telefônica Vivo, o Rue proposta pela Anatel não foi capaz  de confirmar que há uso ineficiente do espectro em seu poder. E argumenta: pode haver espectro ocioso, mas não uso ineficiente. “Isso porque, justifica, a capacidade espectral ativada pelos detentores de espectro tem sido suficiente para atendimento da demanda (tráfego), inclusive nas localidade de menor renda, não sendo cabível classificar como ineficiente o uso parcial do espectro disponível. 

Compartilhe

IA, cabos submarinos e escala 6×1: os destaques da semana no Congresso
IA, cabos submarinos e escala 6×1: os destaques da semana no Congresso
Anatel aprova regimente interno do GT de Consensualidade
Anatel aprova regimente interno do GT de Consensualidade
Brasil é parceiro chave na agenda digital, diz representante da Comissão Europeia
Brasil é parceiro chave na agenda digital, diz representante da Comissão Europeia
Vazamento de dados da Polícia Civil do Maranhão no PIX é o quinto episódio do ano
Enquanto mercado funcionar, não há problema na concentração, diz Anatel
Enquanto mercado funcionar, não há problema na concentração, diz Anatel
Segurança para quem atua nas redes de telecomunicações
Telecom e Radiodifusão geraram 540 mil empregos formais em 2025
Prazo para pedir parabólica gratuita termina neste sábado
Prazo para pedir parabólica gratuita termina neste sábado
810 milhões de mulheres não têm acesso à Internet móvel
810 milhões de mulheres não têm acesso à Internet móvel
TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas
TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas