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Teles criticam revisão da regulação de pagamentos na Europa

Teles criticam revisão da legislação de pagamentos na Europa
Teles afirmam que proposta transfere responsabilidade por fraudes em pagamentos na Europa (crédito: Freepik)

Associações de operadoras europeias de telecomunicações se manifestaram contra uma proposta do Parlamento Europeu que visa a alterar a regulamentação dos serviços de pagamentos na União Europeia (UE). Na avaliação das entidades, o texto transfere do setor bancário para o de telecom a responsabilidade no combate a fraudes financeiras realizadas por meio de falsificação de identidade.

Divulgado nesta semana, o manifesto é assinado por ETNO (associação que reúne as maiores operadoras do continente) e ECTA (entidade que congrega as empresas competitivas). A GSMA, associação global de operadoras, também é signatária do posicionamento.

Na declaração conjunta, as entidades ressaltam que as teles apoiam a proposta da Comissão Europeia por uma cooperação mais estreita entre os setores bancário e de telecom no combate a fraudes. No entanto, afirmam que a alteração proposta pelo Legislativo propõe, na verdade, uma transferência de responsabilidade.

As associações dizem que a medida é desproporcional e gera conflito com as atuais restrições técnicas e jurídicas que regem a prestação dos serviços eletrônicos de comunicação no território da UE.

Além disso, reforçam que as operadoras “apenas supervisionam uma parte muito pequena do processo quando a fraude de representação leva à fraude financeira”, uma vez que atuam como “transportadoras (meros canais) da informação para o destinatário”, não tendo qualquer visibilidade ou controle sobre o conteúdo. Para as associações, as operadoras são como carteiros, que não têm permissão para abrir as cartas e ler as mensagens.

“Apelamos aos políticos para que encontrem uma solução proporcional e viável, aprofundando a cooperação entre os dois setores sem alterar o regime de responsabilidade”, diz trecho do manifesto. “O texto final deve encontrar o equilíbrio certo e garantir que qualquer obrigação adicional dos provedores de telecomunicações estejam alinhados com o que é legal e tecnicamente viável”, acrescentam as associações.

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