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Telefônica Vivo avança e deixa Claro para trás em licitações com estatais

Esta semana, duas licitações de serviços de nuvem, organizadas pelas estatais Caixa e Petrobras e com a participação da Claro e Telefônica, tiveram desenvolvimentos significativos. Na licitação da Caixa para contratação de nuvem única, com preço máximo de R$ 123 milhões, a Claro, que era uma potencial vencedora, foi desclassificada por não cumprir todos os requisitos da licitação, apesar de ter apresentado o segundo melhor lance. O primeiro melhor lance, da CTIS, também foi desabilitado.

A Caixa realizou uma rodada de negociações com empresas para um serviço de nuvem baseado no Google. A terceira colocada, Atos, ofereceu R$ 75,1 milhões. Apesar de não haver uma exigência específica no edital, há especulações de que o vencedor poderia oferecer nuvem da AWS.

Os melhores lances até agora foram da CTIS, oferecendo uma multinuvem com 80% Huawei e 20% AWS por R$ 49,8 milhões, e da Claro, com R$ 75 milhões para o uso da nuvem do Google. A aposta é que o vencedor possa ser o quarto melhor lance, da Stefanini Consultoria, com uma proposta de R$ 100 milhões baseada inteiramente na AWS.

Outra disputa importante é da Petrobras para a contratação de serviços de computação em nuvem, com foco na AWS, ao longo de cinco anos. O projeto é dividido em dois lotes, com um pagamento total estimado em R$ 500 milhões para as empresas vencedoras. No entanto, a estatal é obrigada a contratar no mínimo 50% da proposta.

Nessa concorrência, além das tradicionais operadoras como Telefônica Brasil e Claro, estão participando empresas especializadas em tecnologia da informação, como AX4B, EDS, BIP e Stefanini. Essa diversidade de concorrentes sugere uma competição acirrada, onde tanto as operadoras quanto as empresas de TI estão buscando uma vantagem competitiva para conquistar esse contrato lucrativo.

Ontem à tarde, a estatal divulgou uma lista das empresas habilitadas para os serviços em nuvem e consultoria técnica. A Telefônica Brasil foi a única habilitada para o lote 1, enquanto a NTT Brasil foi a única para o lote 2. Algumas empresas, como AX4B, Deloitte e Business Integration Partners (BIP), foram desclassificadas por não atenderem ao edital ou por declinarem de continuar competindo. Não houve menção à situação da Claro.

No lote 1, a Telefônica foi habilitada com um lance de R$ 428 milhões, representando um desconto de 12,5% em relação ao preço máximo estipulado pela Petrobras, que era de R$ 489 milhões. A Claro também apresentou um lance, ficando 7,9% abaixo do preço máximo. O critério de seleção é o lance com o maior desconto.

Já no lote 2, a NTT Brasil lidera com uma proposta de R$ 26 milhões, também representando um desconto de 12,5% sobre o preço máximo de R$ 29,8 milhões.

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