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Telebras tem prejuízo de R$ 60 milhões no segundo trimestre

 Telebras tem prejuízo de R$ 60 milhões no segundo trimestre

A Telebras divulgou nesta terça-feira, 13 de agosto, o relatório financeiro do segundo trimestre de 2024, que mostra que a estatal teve um prejuízo de R$ 60 milhões.

A estatal também havia apresentado resultado negativo nos três primeiros meses do ano, no valor de R$ 83 milhões. Com isso, fecha o semestre com perdas que chegam a R$ 143 milhões. O valor já supera o prejuízo registrado em todo o ano passado, que foi de R$ 127,35 milhões.

A Telebras ainda não detalhou os motivos por trás do prejuízo no segundo trimestre do ano. De janeiro a março, a estatal explicou que o resultado negativo havia se dado por causa da redução das receitas de prestação de serviços, uma queda nos repasses de subvenções orçamentárias para pagamento de pessoal, além do aumento dos custos e despesas no período.

Mesmo com o resultado negativo, a empresa teve uma melhora na geração de receita, fechando o segundo trimestre com R$ 99,8 milhões, 26,8% acima do valor apresentado nos primeiros três meses do ano.

Os custos e despesas operacionais apresentados pela Telebras de abril a junho mantiveram o mesmo patamar daqueles registrados no primeiro trimestre e somaram R$ 157 milhões.

Mudanças a caminho

Vale lembrar que no governo anterior, de Jair Bolsonaro, a empresa esteve na lista de privatizáveis e foi retirada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em junho, a Telebras lançou um RFI (Request For Information), apresentação de manifestação de interesse sobre como poderia ser feita uma parceira com o setor privado. A consulta ainda está aberta para receber manifestações de potenciais investidores, parceiros e fornecedores de infraestrutura.

Mas, em entrevista ao Tele.Síntese na mesma semana da abertura da consulta, o presidente da estatal, Fred Siqueira, negou que houvesse intenção de privatizar a Telebras. Segundo ele, a criação de uma joint venture seria para atuar onde a estatal hoje não pode atuar.

No dia 15 de julho, a estatal divulgou um fato relevante comunicando que “diversos órgãos” do governo federal realizaram reuniões preliminares para avaliar uma “reestruturação estratégica” da companhia, sem dar mais detalhes.

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