Passados 2 anos da pandemia, a ANVISA finalmente liberou o uso de autotestes para Covid-19, que amplia a capacidade de detecção de casos potencialmente transmissores e reduz significativamente as subnotificações.
Inicialmente, houve um entendimento falho sobre o papel dos testes de PCR e de Antígeno. Tidos como “padrão-ouro”, a aposta foi feita nos testes de PCR. E aí está o primeiro erro. O PCR está longe de ser um teste padrão-ouro. Para ter esse selo, ele deveria ter 100% de sensibilidade e 100% de especificidade. Isso não ocorre. Uma metanálise que avaliou a sensibilidade do método concluiu que até 54% dos resultados podem ser falsos negativos, apesar da alta heterogeneidade dos estudos (1).


