OpenAI acusa cibercriminosos da China de ataque contra funcionários

A empresa de inteligência artificial OpenAI, dona do serviço ChatGPT, denunciou que vários funcionários têm sido alvo de ciberataques. A companhia acusa um grupo de invasores ligado à China pelas tentativas de invasão aos sistemas.

De acordo com a Bloomberg, a OpenAI registrou uma série de tentativas de ataques de phishing contra membros da equipe. Os invasores se passam por clientes pedindo suporte nos serviços da marca em emails, com anexos e links contendo malwares escondidos.

A principal ameaça encontrada é o SweetSpecter, capaz de tirar capturas de tela e roubar dados da máquina das vítimas. Isso permitira até mesmo o acesso a credenciais dos sistemas da própria OpenAI — algo que não chegou a acontecer, segundo a marca, já que nenhum colaborador de fato caiu nas armadilhas.

Invasão pode ter a ver com roubo de dados de usuários do ChatGPT. (Imagem: Getty Images)Invasão pode ter a ver com roubo de dados de usuários do ChatGPT. (Imagem: Getty Images)Fonte:  GettyImages 

“A equipe de segurança da OpenAI contatou os funcionários que acreditamos terem sido alvo dessa campanha direcionada de phishing. Nós descobrimos que os controles já existentes de segurança preveniram que os emails sequer chegassem às caixas de entrada corporativas”, diz o comunicado.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria das tentativas de invasão. No começo do ano, a China esteve envolvida em outro escândalo parecido: um ex-funcionário do Google foi acusado de roubar e vender segredos de projetos de IA da antiga empregadora para companhias do país asiático.

A atual fase da OpenAI

Atualmente, a OpenAI passa por uma importante fase de expansão e reestruturação. A companhia conseguiu arrecadar US$ 6,6 bilhões de uma só vez em uma rodada de investimentos e prepara a transição para se tornar uma empresa com fins lucrativos após quase uma década sob outro formato.

Em termos de negócios, ela tem ido muito além do ChatGPT ao fornecer modelos de linguagem personalizados para clientes e lançar sistemas mais avançados. É o caso do o1, um chatbot que pode até “raciocinar” antes de enviar uma resposta para deixá-la mais precisa e completa.

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