No dia 1 da Futurecom, MCOM celebra Fust e Anatel fala em regulação de plataformas.

No dia 1 da Futurecom, MCOM celebra Fust e Anatel fala em regulação de plataformas.

A abertura da Futurecom, evento que reúne o setor de telecomunicações em São Paulo, contou com a presença de autoridades públicas, como Juscelino Filho, ministro das Comunicações, e Artur Coimbra, conselheiro da Anatel que representou o presidente da agência, Carlos Baigorri.

Juscelino Filho aproveitou o microfone para celebrar a utilização do Fust, após duas décadas do recurso engessado pelo orçamento federal. “Conseguimos acessar os recursos do FUST, que possibilitou a conectar cerca de 8.600 escolas nesse primeiro momento e com a concorrência do edital, conseguimos elevar para 15 mil escolas até o ano de 2025. Assim, garantiremos conectividade a 31 mil escolas”.

O FUST está sendo utilizado para financiar 10 projetos, superando R$ 600 milhões em investimentos. “Vamos ampliar a infraestrutura de Telecom em mais de 30 municípios e outras 73 localidades, em 4 regiões do país. Instalamos 4 mil km de fibra óptica e 205 novas ERBs”, elencou Filho, a respeito dos projetos privados que receberam recursos do fundo.

Além de Filho, estavam na abertura da Futurecom 2024 Hermano Barros Tercius, secretário de telecomunicações do MCom; Frederico de Siqueira Filho, presidente da Telebras; Marcos Ferrari, Presidente-Executivo da Conexis; Rosilda Prates, Presidente-Executiva da P&D Brasil; Tomas Fuchs, Presidente do Conselho da TelComp; Ivan Ianelli, Diretor-Presidente da Abeprest; e Ione Coco, Presidente da MCIO Brasil; e Artur Coimbra, da Anatel.

Anatel e plataformas digitais

Pouco antes da cerimônia com as autoridades, Coimbra apresentou ao público um keynote no qual sugeriu que a Anatel deve ser responsável por regular plataformas digitais no país. Ele lembrou que a agência vem ganhando proeminência devido a sua capacidade de ordenar bloqueios de plataformas e serviços digitais – como recentemente acontece com o X e acontecerá também com os sites de bets vedadas pelo Ministério da Fazenda. “A existência de um órgão regulador dedicado traz especialização e previsibilidade”, afirmou o conselheiro.

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