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Google compra tecnologia de IA fundada por brasileiro

O Google comprou uma tecnologia de uma startup de IA (Inteligência Artificial) brasileira avaliada em US$ 1 bilhão. A Character.AI, tem como um dos fundadores o brasileiro Daniel De Freitas. Com a aquisição, a big tec contratou Freitas e seu sócio, Noam Shazeer, como funcionários. Inclusive, levou vários colaboradores da startup.

(Foto: Pixabay/Montagem Marcelo Valladão)

Além disso, o Google também pagará uma licença de uso da tecnologia da Character.AI, que é um dos modelos de inteligência artificial mais avançados do mundo. Ano passado, chegaram a captar US$ 150 milhões.

No acordo, a empresa concordou em pagar US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 16,5 bilhões) para licenciar a tecnologia. Desse valor, cerca de US$ 2,5 bilhões (ou R$ 13,75 bilhões) serão usados para comprar as ações dos acionistas da Character.AI, incluindo Shazeer, que possui entre 30% e 40% da empresa. Ou seja, ele pode ganhar de US$ 750 milhões a US$ 1 bilhão, segundo fontes. O restante da Character.AI continuará operando sem seus fundadores e investidores.

O interessante é que Noam Shazeer e o brasileiro Daniel de Freitas eram funcionários do Google até 2022, quando deixaram a empresa e criaram a Character.AI, uma startup de chatbot, e levantaram quase US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão). Agora, os Shazeer e Freitas voltam a trabalhar para a big tech.

Segundo os sócios-fundadores, o acordo é para se juntar novamente ao braço de pesquisa em IA da empresa, junto com cerca de 20% dos funcionários da Character.AI, e fornecer à big tech a tecnologia da sua startup. Ou seja, o Google passa a licenciar a tecnologia, contratar os principais funcionários, mas não se tornar proprietária da startup.

Empresas na mira dos órgãos de concorrência

O Google, assim como Amazon, Meta, Apple e Microsoft, estão sendo observadas pela Comissão Federal de Comércio (FTC) para saber se não estão esmagando a concorrência, inclusive através de compras de startups.

“As grandes empresas de tecnologia podem claramente estar tentando evitar a regulação ao não adquirir diretamente essas empresas. Mas esses acordos realmente começam a parecer muito com aquisições regulares — disse Justin Johnson, economista de negócios especializado em antitruste na Universidade de Cornell, de NY.

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