Como atrair mais clientes para os produtos plant based congelados ou refrigerados, segmento de grande lucratividade

*Por Alvaro Gazolla

A procura por alimentos mais saudáveis tem ganhado cada vez mais força no Brasil e no mundo. Entre os principais motivos para esse fator estão a busca por uma dieta mais equilibrada, com menos consumo de carne, e uma alimentação mais sustentável. Diante dessa demanda presente no mercado, os produtos plant based, portanto, se estabelecem como alternativas vantajosas para quem almeja diminuir o consumo de proteína animal ou até mesmo deseja abandoná-la de vez.

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De acordo com dados do  “The Good Food Institute”,  o segmento de produtos plant based tem previsão de movimentar entre US$ 100 bilhões e US$ 370 bilhões até 2035. Além disso, a venda de alimentos substitutos à carne de origem animal atingiu o valor de R$ 418,7 milhões em 2020, alta equivalente a 69,9% em cinco anos. No Brasil já são quase 30 milhões de brasileiros adeptos a uma dieta vegetariana, por exemplo, de acordo com números de 2018 do Ibope. 

Para quem está do outro lado da operação e comercializa esses produtos, que podem ser vendidos refrigerados ou congelados, é necessário destinar bastante atenção a alguns fatores importantes para oferecer os itens com mais eficiência aos consumidores e, claro, potencializar as vendas. Muitos profissionais com experiência em varejo têm observado a versatilidade que as mercadorias plant based oferecem e, com base nisso, vem elaborando estratégias para colocar os produtos em ainda mais evidência. O segmento meet alternative (congelado) e o setor dairy alternative (refrigerado) apresentam, por exemplo, diversas possibilidades aos expositores de itens dessas categorias. O vendedor deve estar atento às possibilidades ocasionais de consumo e também ao preço — esse último elemento ainda é um entrave, de acordo com alguns consumidores.

Especialistas do setor varejista também recomendam a exposição dos produtos plant based no segmento de congelados e refrigerados, bem como também na área de açougue, afinal, a tática oferece aos clientes opções para quem almeja itens de preparo rápido e também mostra opções substitutas às proteínas de origem animal para quem já está no setor de carnes e deseja diversificar a dieta. Os pontos de venda, também conhecidos como PDVs, são outras outras boas opções para expor as mercadorias à base de plantas, já que eles têm como características a facilidade de visibilidade e acesso rápido pelo cliente.

Todas as estratégias supracitadas buscam oferecer melhores formas de atrair os consumidores para produtos congelados ou refrigerados e plant based, tipos de alimentos que passam por uma crescente demanda nos últimos anos em razão das facilidades e versatilidade que trazem às pessoas. O mercado de produtos alternativos ao leite e derivados, por exemplo, cresce cada vez mais no Brasil e no mundo. E a expectativa é cada vez maior, como mostram números de um relatório da Bloomberg Intelligence, em que a venda mundial de produtos plant based no varejo pode atingir a casa dos  US$ 162 bilhões até 2030, o que corresponde a 7,7% do mercado global de proteínas. Alimentos plant based não são apenas uma tendência, pelo contrário, já fazem parte de uma realidade cada vez mais acessível em gôndolas de supermercados e no prato na hora do almoço.

*Alvaro Gazolla é Co-Founder da Vida Veg, empresa food tech plant based.

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