Challenger 3: tanque britânico precisa de IA para combater drones, aponta relatório

Challenger 3: tanque britânico precisa de IA para combater drones, aponta relatório

Modelo de última geração que será utilizado pelo Exército Britânico a partir deste ano, o tanque Challenger 3 recebeu várias melhorias, garantindo maior mobilidade, poder de fogo e proteção no campo de batalha. No entanto, as adições podem não ser suficientes para combater a crescente ameaça representada pelos drones, como destaca o Army Recognition Group.

Em um relatório divulgado na sexta-feira (14), a publicação aborda aprimoramentos que podem tornar o tanque de guerra mais eficaz contra ameaças aéreas. A implantação de sistemas de proteção ativa com radar de 360 graus e sensores eletro-ópticos está entre as sugestões, permitindo detectar as aproximações adversárias em tempo real.

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O Challenge 3 é um tanque de última geração. (Imagem: MoD/Divulgação)

Para a neutralização das aeronaves, a publicação aponta soluções como armas de energia dirigida e sistemas de interferência eletrônica de soft-kill, capazes de neutralizar enxames de drones e interromper os sinais de controle, evitando que eles recebam comandos. As armas de sistema aéreo não tripulado montadas no teto são outra alternativa.

O site sugere, ainda, a integração de interceptores pequenos e de disparo rápido, como o Iron Fist Light de Israel em uma versão otimizada para drones, e canhões automáticos de 30 mm. Já a utilização de blindagem reativa explosiva no teto do Challenger 3, em vez de montada na frente e laterais, forneceria proteção contra aeronaves e mais ameaças, incluindo mísseis guiados.

IA contra drones de guerra

No relatório é recomendada, ainda, a integração de recursos alimentados por inteligência artificial. A tecnologia poderia otimizar os mecanismos de alerta de aeronaves, favorecendo respostas rápidas da tripulação, e as metralhadoras do veículo de combate.

Outras melhorias que contribuiriam para mitigar as ameaças aéreas são a conexão do tanque de guerra aos sistemas de defesa aérea mais amplos, como o Sky Shield, e o uso de iscas infravermelhas e de radar implantáveis. Essas últimas soluções, incluindo granadas de fumaça e materiais reflexivos, ajudariam a confundir dispositivos inimigos.

Por fim, a publicação alerta que mesmo equipamentos avançados e atualizados como o Challenger 3 podem não estar totalmente preparados para a guerra dos drones e as munições de alta precisão, como visto nos confrontos entre a Ucrânia e a Rússia. Dessa forma, eles precisam acompanhar a evolução dos combates para se manterem relevantes.

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