A Meta anunciou que demitiu cerca de 20 funcionários acusados de vazar informações confidenciais da empresa. Um porta-voz da companhia confirmou as demissões e apontou que mais pessoas devem ser afetadas pelas ações a prometeu mais rigor em investigações futuras.
Os detalhes foram confirmados ao The Verge por meio de Dave Arnold, um representante da Meta, que apontou a quebra das políticas internas da empresa. “Recentemente conduzimos uma investigação que resultou na demissão de aproximadamente 20 funcionários por compartilhar informações confidenciais fora da empresa, e esperamos que haja mais. Levamos isso a sério e continuaremos a tomar medidas quando identificarmos vazamentos”, revela Arnold.
Essa não é a primeira vez que a Meta se posiciona sobre esses vazamentos, uma vez que no início de fevereiro o CTO da companhia, Andrew Bosworth, revelou que as informações vazadas geram o efeito contrário na empresa. Bosworth entende que os funcionários vazam as informações para fazer pressão com o objetivo da empresa reverter as medidas, mas na visão do empresário acontece o oposto.
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Zuckerberg pede para “apertar os cintos”
As demissões desses funcionários ocorrem após uma série de vazamentos sensíveis sobre o funcionamento interno da Meta. O caso central tem relação com uma reunião geral do CEO Mark Zuckerberg, que na apresentação solicitou a todos os funcionários da big tech que “apertassem os cintos para 2025”.
A reunião se tornou polêmica por conta de diversas perguntas feitas por empregados serem vistas como “improdutivas”. Outro ponto sensível tinha relação com o desligamento de funcionários, e o CEO apontou que “demitir é a melhor coisa a se fazer por pessoas que não vão conseguir [cumprir objetivos] de qualquer maneira”.
Com as demissões por conta desses vazamentos, talvez as informações vazadas deixem de acontecer, pelo menos a médio prazo. Por falar nesses detalhes, uma ex-funcionária apontou que a Meta deve passar por ainda mais mudanças em breve.