Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e da proliferação de novas ferramentas tecnológicas, duas palavras continuam centrais na gestão de TI: eficiência e resultado. O que vemos hoje é um cenário de frustração em muitas empresas. Após anos de investimentos robustos, as promessas de inovação nem sempre se traduzem em retorno real para os negócios. CIOs e CTOs começam, então, a reavaliar suas estratégias e a buscar caminhos que garantam impacto verdadeiro.
Uma pesquisa da Forrester Prediction 2025 mostra que 91% dos líderes de TI planejam melhorar as margens operacionais de seus investimentos, enquanto 65% pretendem estruturar e executar estratégias mais sólidas. Além disso, 60% têm como prioridade modernizar seus ambientes de nuvem para impulsionar inovação e eficiência. O desafio, no entanto, vai além da escolha das ferramentas certas. Sem um plano bem estruturado, o risco de desperdício de recursos e perda de oportunidades estratégicas cresce exponencialmente.
Para garantir competitividade, é fundamental que os investimentos tecnológicos estejam alinhados às metas do negócio, de modo que cada iniciativa contribua para o crescimento sustentável da empresa. Sem esse direcionamento, o risco de desperdício de recursos e impactos negativos na operação é alto. Melhorar a performance e a eficiência dos recursos não apenas reduz custos, mas também aumenta a confiabilidade e maximiza o aproveitamento das infraestruturas digitais. Empresas que negligenciam essa prática acabam enfrentando desafios financeiros e operacionais que comprometem sua posição no mercado.
Outro ponto essencial é a adoção de metodologias ágeis, como Scrum e Kanban, que permitem ciclos de desenvolvimento mais curtos e adaptação contínua às demandas do mercado. Além disso, a integração entre desenvolvimento e operações de TI com DevOps acelera entregas e automatiza processos, enquanto as práticas de FinOps fortalecem o controle financeiro e garante maior visibilidade sobre os custos, promovendo otimização contínua dos investimentos em infraestrutura.
A urgência dessa mudança se reflete nos números: apenas 48% das iniciativas tecnológicas atingem os resultados esperados. Mas quando a eficiência é tratada como prioridade, os ganhos são expressivos. No setor de telecomunicações, por exemplo, uma empresa conseguiu reduzir entre 11% e 19% dos gastos com pessoal sem comprometer a produtividade, além de alcançar um retorno sobre investimento (ROI) 11 vezes maior. A estratégia adotada incluiu a implementação de um modelo de gestão baseado no ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Checar, Agir), além da reestruturação dos times ágeis e revisão de processos de governança.
Com o avanço do ano, a mensagem para as lideranças de TI é clara: eficiência não pode ser vista apenas como uma meta, mas como uma necessidade estratégica para garantir competitividade e sustentabilidade no mercado. Sem um planejamento sólido, a inovação corre o risco de se tornar apenas um discurso vazio – e o mercado não perdoa empresas que não entregam resultados.
Leandro Mineti, diretor de Dados e Inteligência Artificial da Falconi.