A Força Espacial dos Estados Unidos começou a formar a equipe de especialistas que participará do desenvolvimento do sistema de defesa antimísseis do país inspirado na iniciativa Iron Dome de Israel, como informou o site Defense One na terça-feira (25). A construção do mecanismo foi revelada pelo presidente Donald Trump no mês passado.
Segundo o general da Força Espacial, Chance Saltzman, o grupo terá um papel central no projeto, ficando responsável por pensar de uma perspectiva mais abrangente na tecnologia que funcionará como uma espécie de “escudo” para proteger o país de mísseis e outras ameaças aéreas avançadas. A equipe deve terminar o planejamento em algumas semanas.
Durante o trabalho, os especialistas deverão identificar quais programas das Forças Armadas podem contribuir diretamente para o desenvolvimento do Iron Dome americano e as lacunas que ainda restarão. Enquanto isso, já há definições quanto à utilização de determinados sistemas.
O Sensor Espacial de Rastreamento Hipersônico e Balístico da Agência de Defesa de Mísseis e a Arquitetura Espacial Proliferada de Combate da Agência de Desenvolvimento Espacial estão entre as plataformas que serão integradas à tecnologia. Outra novidade é que o projeto terá um novo nome, passando a ser chamado de “Golden Dome”, conforme a publicação.
Desafios para construir o Iron Dome americano
Apesar dos avanços dos últimos dias, a equipe precisará lidar com alguns desafios para dar os próximos passos no desenvolvimento do sistema antimísseis dos EUA. No projeto inicial, Trump solicitou a inclusão de interceptores espaciais, o que exigirá mudanças em políticas internas.
A viabilidade de construção desses mecanismos em um curto prazo e os esforços para colocá-los em órbita também são questionados por especialistas. Além disso, a construção da tecnologia custará caro e não se sabe se o projeto estará incluído no pedido de orçamento do governo para 2026.
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