O Instagram pode em breve lançar um aplicativo individual apenas para os Reels, que é a modalidade de vídeos curtos e gravados na vertical. De acordo com o site The Information, por enquanto a ideia foi apenas discutida internamente, mas existe a possibilidade de que ela vire realidade.
Uma fonte anônima teria ouvido o plano do próprio CEO do Instagram, Adam Mosseri, que falou do projeto aos funcionários nesta semana. Pela falta de informações oficiais, ainda não é possível saber se a ideia da plataforma é retirar os Reels do atual aplicativo da rede social ou lançar uma ferramenta separada apenas como um atalho para acesso a esse tipo de conteúdo.
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Os Reels foram criados em 2020 pelo Instagram como uma reposta direta ao crescimento do TikTok, que popularizou o formato de clipes curtos na vertical. Atualmente, de acordo com dados da própria companhia, 60% do tempo gasto no Facebook e Instagram envolve o consumo de vídeos e o compartilhamento diário de Reels passa dos 3,5 bilhões. Em seguida e também para aproveitar o fenômeno desse mercado, o YouTube também lançou uma modalidade própria bastante similar, os Shorts
Dona do Instagram e também de serviços como Facebook e WhatsApp, a Meta foi contatada pela reportagem original, mas até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A companhia tende a realizar vários testes antes do lançamento de novos recursos, como o caso recente do botão de “descurtir”, e mais detalhes sobre um eventual app separado para os Reels podem aparecer em breve.
Como anda a situação do TikTok?
Mesmo sem a confirmação da Meta sobre a existência do projeto, o lançamento de um aplicativo separado para o Reels faz sentido ao levar em conta a atual situação do TikTok nos Estados Unidos. A rede social de origem chinesa ainda corre o risco de ser banida no país e, caso isso realmente aconteça, mais de 170 milhões de usuários estarão em busca de um serviço parecido.
O TikTok teve a proibição confirmada ainda em 2024 por uma lei aprovada no Congresso norte-americano e sancionada pelo então presidente Joe Biden. Fora realmente parar de operar no país, uma das alternativas da desenvolvedora ByteDance era vender o TikTok para outra empresa ou investidores, de preferência com negócios nos próprios EUA.
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O app chegou a ser removido das lojas digitais de Android e iOS na metade de janeiro deste ano, quando o prazo para uma negociação terminou e nada foi concretizado. Entretanto, a administração de Donald Trump ampliou o prazo para que o TikTok encontrasse uma solução e devolveu a ferramenta ao ar. Antes crítico da rede e agora defensor do serviço, o político tenta reverter a suspensão ou facilitar a aquisição — nomes como Elon Musk e um consórcio liderado pelo youtuber MrBeast são alguns dos envolvidos em potenciais negociações.
As acusações contra o TikTok envolvem o fato de o aplicativo ser um “risco à segurança nacional” por supostas ligações com o governo chinês e falta de transparência no processamento e armazenamento de dados dos usuários. Na tentativa de defesa que foi rejeitada na Justiça local, a ByteDance argumenta que a proibição seria um passo contra a liberdade de expressão.
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