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Setor de TIC carece de soluções eficientes para o agro

Mercado de TIC precisa avançar em soluções para o agro
Segundo painelistas, mercado de TIC ainda precisa avançar em soluções para o agro

Apesar do entusiasmo com a transformação digital pela qual passa o agronegócio, o mercado ainda precisa fornecer soluções mais eficientes para o setor. Na prática, para ganhar a confiança de produtores rurais, sobretudo dos pequenos, a cadeia de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) tem de desenvolver aplicações que sejam, de fato, eficientes no campo.

A necessidade de disponibilizar soluções especificamente projetadas para o agro foi levantada por painelistas do AGROtic 2024, evento promovido pelo Tele.Síntese em parceria com a ESALQtec, nesta quarta-feira, 20.

“É preciso criar soluções que no final das contas sejam aplicáveis na ponta”, ressaltou Pamella Moachar Elias, especialistas em Inovação Digital da Yara e líder do GTAgricultura P&M Escala do ConectarAGRO.

Pamella destacou que o ConectarAGRO trabalha para levar conectividade e soluções digitais para as zonas rurais do País. Uma das premissas, inclusive, é tornar as produções no campo mais resilientes, tendo em vista os impactos que as mudanças climáticas têm provocado em plantações e na criação de animais. No entanto, isso reforça a necessidade de apresentar ferramentas que vão gerar resultados palpáveis para os produtores.

“Ele precisa entender o quanto a tecnologia traz de retorno para o bolso dele. É esse o valor que ele vai enxergar”, assegurou. “Se a gente não levar essa percepção de valor para o final da cadeia, ele não vai enxergar dessa forma”, acrescentou.

A representante da ConectarAGRO ainda antecipou que a associação vai apresentar um índice de conectividade nas zonas rurais na feira Agrishow 2024, que ocorre em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, de 29 de abril a 3 de maio. “Esperávamos dados baixos, mas constatamos que o índice de acesso à internet nas áreas rurais do País é ainda menor que a projetada”, sinalizou.

Experiências

No mesmo painel, Regis Damasio Salles, diretor executivo da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), contou que a entidade já promoveu testes de soluções para o agro que não foram bem-sucedidos.

Segundo ele, há cerca de cinco anos, a cooperativa convidou três empresas para testarem, por 12 meses, as ferramentas em fazendas mineiras. As soluções em questão eram de telemetria de tráfego, uso de recursos hídricos e gestão da fazenda.

“Os resultados, diferentemente do que tinham dito, ficaram bem aquém do necessário. A que mais se aproximou do prometido foi a solução de uso dos recursos hídricos”, disse. “Em resumo, o que é fundamental é aprimorar cada vez mais às tecnologias para o agro”, complementou Salles.

Pelo lado positivo, a sócia gestora da Fazenda Três Meninas, Paula Curiacos, disse que há oito anos a pequena produtora de café deu início a um processo de agricultura regenerativa. Mais recentemente, nos últimos três anos, a propriedade passou a buscar o “ápice do equilíbrio”, com o uso de imagens de satélite, GPS incorporado a máquinas e soluções de mensuração de eficiência.

“Sem dúvida, isso apura a tomada de decisão. Isso sai um pouco do empirismo e traz um número, um dado, que é o mesmo para todo mundo avaliar”, afirmou a cafeicultora.

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