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Reestruturação da Oi causou perda de US$ 87,9 milhões para IHS, diz companhia

A IHS Towers, operadora de infraestrutura passiva, registrou uma baixa contábil de US$ 87,9 milhões em seus negócios na América Latina, principalmente devido à reestruturação da Oi, cujo plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores, incluindo a IHS.

Esta perda foi divulgada como parte das despesas administrativas no relatório de resultados do primeiro trimestre pela IHS Holding, que controla a empresa atuante no Brasil e é proprietária de 51% da joint venture I-Systems em parceria com a TIM.

A IHS é um importante player no mercado de torres de telecomunicações, sendo o segundo maior no país. Ela opera 7.815 torres aqui, com 158 adicionadas no último trimestre. Além de ser fornecedora para a concessionária, a empresa também tem contratos com Claro, TIM e Vivo. Na América Latina, sua presença se limita à Colômbia, onde possui 228 torres, após vender sua operação no Peru recentemente.

No primeiro trimestre deste ano, a IHS registrou um aumento de 4,7% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 47,8 milhões na América Latina. No entanto, esse crescimento foi moderado devido a desafios enfrentados com a cliente Oi, que resultaram em uma redução de receita de US$ 6,4 milhões devido a mudanças nos termos contratuais.

Durante a conferência de resultados com analistas do mercado financeiro, os executivos da IHS não forneceram detalhes específicos sobre como os problemas com a Oi afetaram seus resultados financeiros. Além disso, não discutiram abertamente a possível venda de sua subsidiária brasileira.

Em vez disso, Steve Howden, vice-presidente executivo e diretor financeiro da IHS Holding, destacou a importância do mercado brasileiro para a empresa, sendo o segundo maior mercado, e enfatizou que o país continua a operar em um ambiente macroeconômico favorável, com controle de taxas de juros e inflação.

Os resultados financeiros da holding apresentaram um declínio significativo, com uma perda de receita de 30,7%, totalizando US$ 418 milhões. Este declínio é atribuído principalmente à desvalorização acentuada de 65% da moeda nigeriana, o Naira. A IHS concentra suas operações majoritariamente neste país.

O lucro operacional da empresa, conhecido como EBITDA, foi de US$ 185 milhões, representando uma queda de 44,8%. No entanto, os encargos financeiros, especialmente devido à exposição a moedas estrangeiras, resultaram em um prejuízo total para a companhia de US$ 1,55 bilhão.

Apesar das dificuldades financeiras, a empresa mantém um portfólio robusto, com um total de 40.278 torres. Isso a posiciona como a terceira maior no mercado global, ficando atrás apenas da Cellnex, com 112.247 torres, e da American Tower, com 222.643 torres. Este portfólio vasto reflete a presença e a importância da IHS no mercado de infraestrutura de telecomunicações.

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