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Redes vão demandar US$ 1,5 trilhão em investimentos até 2030

Barcelona – As redes de telecomunicações vão demandar investimentos de US$ 1,5 trilhão até o ano de 2030 para suportar o incremento do consumo de dados, previu hoje, 26 a GSMA. Mas no primeiro dia do Mobile World Congress, em nenhum momento os executivos das operadoras que subiram ao palco do Congresso  citaram a expressão “fair share” como uma maneira de  apoiar o financiamento destas redes.

O fair share, ou parcela justa, é o que as operadoras de telecom reivindicam das empresas de internet (as big techs) para que elas também contribuam para a expansão das redes de telecom. As empresas preferiram falar muito sobre inovação, uso de inteligência artificial das mais diferenciadas maneiras e reclamar dos reguladores europeus. A disputa sobre como financiar a expansão das redes se dá de maneira subliminar.

No campo brasileiro, representado por uma grande delegação, seja das operadoras de grande porte, seja das empresas de pequeno porte, representadas pela Abrint, ou de médio porte, representadas pela Telcomp, o debate sobre como deve se dar a remuneração da rede também não é consensual.

Embora a Abrint combata a ideia de fazer com que as big techs arquem com uma fatia dos custos, os operadores menores temem que essa fatia acabe provocando ainda maior assimetria entre os prestadores de serviços. As empresas de internet, que  passaram a ser chamadas de “cloud companies” pelos europeus, chegaram a criar uma entidade para defender seus interesses, batizada por Aliança pela Internet Aberta (AIA). Dirigentes dessas empresas também participam do evento e mesmo da delegação brasileira.

Coube a CEO do grupo Vodafone, Margherita dela Valle, fazer as críticas mais diretas aos reguladores europeus, que em seu entender, dificultam os investimentos nas redes na medida em que mantêm a grande fragmentação das teles. “Para seguirmos uma estrada correta, a Europa precisa ‘rebobinar’ a sua regulação do legado de telecomunicações e criar um verdadeiro mercado único suportado pelo 5G”, disse ela. A Europa convive com 27 reguladores diferentes e um mercado fragmentado que permite a existência de mais de 250 operadores. A Comunidade Europeia não libera, a não ser com pesados remédios, a fusão de empresas de telecomunicações dentro dos próprios mercados ou entre fronteiras.

Para o CEO da Telefónica, José María Alvarez-Pallete , a revolução que está sendo promovida pelas novas tecnologias, e principalmente pela Inteligência Artificial, traz um novo padrão de colaboração entre todo o ecossistema, e por isso, necessariamente, ¨coloca para trás¨ o atual jeito de se regular o mercado. “O futuro está acontecendo”, vaticinou ele.

Importância econômica

A GSMA lançou hoje, como faz a cada edição do MWC, o relatório anual com estimativas para para o impacto econômico e expansão das redes. Além dos valores necessário para a universalização do acesso de qualidade, a entidade pontua no material que o 5G representará 51% dos acessos móveis do planeta em 2029.

Indica que 58% das pessoas do mundo usavam celular para acessar a interne ao fim de 2023, o que representa 4,7 bilhões, um acréscimo de 2,1 bilhões em relação a 2015, por exemplo. Apesar disso, destaca que ainda existem 3 bilhões de pessoas sem celular vivendo em áreas com cobertura da tecnologia.

O relatório traz ainda que 5,4% do PIB do mundo foi gerado a partir de tecnologias móveis e serviços relacionados. Ou seja, este mercado movimentou US$ 5,7 trilhões em 2023.

O 5G sozinho será responsável por US$ 930 bilhões do PIB global em 2030. Os setores mais beneficiados serão de manufatura, administração pública e serviços industriais.

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