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Carlos Eduardo Motter: Visões sobre o MWC 2024

O CEO da Watch Labs e CTO da Watch Brasil, Carlos Motter, esteve presente nos quatro dias do MWC 2024

Por Carlos Eduardo Motter *

O MWC 2024, em Barcelona, surpreendeu pelo investimento feito pelos exibidores. Evento obrigatório para quem quer saber das novidades do mundo móvel, pode-se ver desde os últimos desenvolvimentos em infra de redes, hardware e software até e-VTOLs, carros de Fórmula 1, novo carro da chinesa Xiaomi e muita, mas muita IA e 5G. Com pitadas de 6G, para se dizer a verdade.

Falando de OTT streaming, ainda não se observa o número de players encontrados na NAB, de Las Vegas, ou na IBC, em Amsterdã, mas parece que, de forma natural, veremos cada vez mais players desse segmento nas edições do Mobile World Congress. Ainda mais se tivermos em mente o avanço do 5G para a última milha. Esse parece um caminho sem volta e em algumas regiões europeias já pensam em ter só este tipo de conexão até 2030.

Tivemos também a quase onipresente IA. Para além dos conhecidos usos em sumarização e conversação, em rodas de conversa no MWB se falou no uso cada vez mais intensivo na recomendação de conteúdo. Neste sentido, ela é cada vez mais usada na criação do datalake de metadados, onde os mesmos podem ser extraídos das cenas, dos diálogos e das legendas, mas agora também na montagem automática de lineups de canais lineares. Inclusive com inserção de advertising.

Outra frente em que se viu evolução, é na de levar mais conectividade ao usuário final em determinados eventos com o uso de mini CDNs e transcoding on premisses. Imagine-se em um estádio conectado. Ali você poderia ver o que se passa em cada câmera de captação de imagem do estádio no seu dispositivo móvel em tempo real. E
com catch up, você poderia ver o replay da jogada no estádio. Muito mais engajamento para o usuário. Isso tudo processado dentro da rede local do evento. Lógico, futebol é um exemplo. Podemos aplicar para todo tipo de evento, como shows musicais.

Em alguns insights em conversas informais, tomei um café no stand da Softex e falei um pouco com alguns expositores. Trabalho de primeira linha. Ressalto a competência técnica que nós brasileiros temos de encontrar soluções de nível mundial a preços extremamente competitivos. Vivemos em um país imenso e bastante heterogêneo, com muitos desafios em infraestrutura e desigualdade de renda. Isso nos desafia a soluções altamente criativas e competentes.

Enfim, muitas novidades técnicas e boas conversas com amigos e parceiros neste cenário global. Agora é avaliar, estudar e assimilar o conhecimento para colocar tudo em prática nos próximos meses.

(*) Carlos Eduardo Motter é Engenheiro de Computação, com Especialização em Redes e
Sistemas Distribuídos e intercambista pela Okyama University. Possui 30 anos no mercado de tecnologia em grandes empresas nacionais e internacionais, e já atuou como professor e autor de materiais didáticos. Atualmente representa a Watch Labs e Watch, respectivamente como CEO E CTO.

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