Indra Energia usa inteligência artificial para agilizar operação de comercialização de energia livre

Post content – Tendo iniciado sua operação desde 2019 para atuar no mercado livre de energia, a Indra Energia escolheu a Amazon Web Services (AWS) para suportar toda sua operação e ganhar agilidade no atendimento ao mercado de comercialização independente de energia para médio e grandes consumidores.

Thiago Veiga, sócio da Indra Energia, explica que esse mercado tem um potencial explosivo até 2028, pois há a expectativa de que esta possibilidade esteja aberta a todos os consumidores em geral, independente de seus gastos mensais, o que deve ampliar muito os processos de migração.

Thiago Veiga, sócio da Indra Energia

“Há uma projeção de que 90 milhões de consumidores de energia poderão entrar no mercado nos próximos anos, permitindo     que escolham de quem comprar energia . Para o ano de 2024 os números somam mais de 150 mil consumidores aptos a entrarem no mercado. Se conseguirmos 1% desse potencial, estamos falando de milhares de contas mensais a serem atendidas e analisadas, mas almejamos participação bem maior nesse mercado”.

Mas para atender esse potencial, existe uma complexidade, cujo processo começa pela análise da conta de energia elétrica do cliente, o que possibilita que a companhia possa indicar o melhor produto de acordo com aquele perfil de consumo.

Por isso, a Indra pensou no desenvolvimento de uma plataforma que permitisse aos clientes interessados fazer o upload de suas contas e, a partir de uma análise, obter estimativas de custos automatizadas. “Inicialmente tentamos desenvolver uma solução in house, mas a análise de informações não padronizadas se tornou um desafio”, explica, lembrando que, além de cada concessionária ter seu próprio layout para as contas, elas eram recebidas em formatos diversos, com baixa resolução, com rabiscos no corpo da conta, com imagem em cores e P&B e texto pouco nítidos, etc. “Nos tomava muito tempo fazer esse processo de input de dados e análise de contas, que também é muito sujeito a erros”.

Diante desse desafio, o time de dados da Indra pensou em uma solução que aplica uma extração genérica de dados dos diferentes layouts trabalhados e uso de inteligência artificial generativa para dar sentido a estes dados, possibilitando sua análise e a automação das respostas aos clientes. “Desde a criação da Indra nossos processos rodam na AWS, por isso buscamos informações com eles para entender como poderiam nos ajudar nesse projeto”, revela.

Depois dos primeiros contatos, a AWS indicou a Flexa Cloud para o desenvolvimento do projeto, que tem o objetivo de extrair as informações de diferentes contas de energia, padronizá-las e dar respostas aos usuários. O cientista de dados da Indra Energia, Ruan Medina, explica que o processo de extração das informações foi dividido em duas etapas.

“Na primeira, transformamos tudo em texto que possa ser lido pela plataforma e, na segunda, os dados são identificados e recebem semântica”, explica, lembrando que o processo permite identificar mais de 180 modelos diferentes de documentos, todos com os mesmos dados, mas apresentados de forma diferente, sem qualquer necessidade de seguir um layout de conta pré-determinado. “A IA foi fundamental para a identificação da semântica dos dados extraídos dos documentos processados”, diz.

Para desenvolver a plataforma da Indra, estão sendo utilizadas duas      camadas de inteligência artificial. A primeira baseada no Amazon Textract faz a extração de dados de documentos em diferentes formatos. “Aqui, nós conseguimos criar um processo que extrai e converte a imagem em texto e, no final, retorna uma série de dados com alta assertividade”, explica, citando os exemplos de dados do cliente indicados na fatura, concessionária de energia, históricos de consumo e demanda contratada, detalhes da fatura como multas e encargos, alíquotas de impostos, marcação de grupo e enquadramento tarifário, identificadores de unidade consumidora, entre outros.

A segunda camada conta com Amazon Bedrock para utilização de inteligência artificial generativa, uma etapa crítica do processo. A IA generativa permite identificar e facilitar o processamento semântico das informações extraídas das contas de energia..

“O Amazon Bedrock foi escolhido por permitir testarmos uma variedade de modelos fundacionais de forma rápida, ser escalável, com baixo custo e segurança intrínseca. Conseguimos testar modelos fundacionais diferentes até identificarmos o melhor”, explica Medina.

O modelo fundacional Claude-2, da Anthropic, foi escolhido após testes de performance trazerem resultados de excelente precisão para o português brasileiro. A janela de contexto de 100 mil tokens foi crítica ao permitir trabalhar com todos os dados presentes na conta de luz, que pode ser extenso.

A arquitetura desenvolvida conta também com o Amazon Simple Storage Service (Amazon S3) Amazon S3 para fornecer armazenamento seguro e escalável para diversos tipos de dados necessários no fluxo de processamento. “Além de proporcionar segurança aos dados, o ambiente AWS permite o desenvolvimento de soluções 100% serverless, permitindo acompanhar e responder ao aumento ou diminuição da demanda por processamento ao longo do tempo”, explica.

Com as ferramentas da AWS a Indra Energia conseguiu mais produtividade no desenvolvimento de software; uma redução no tempo de construção de testes unitários; aumento na eficiência em central de atendimento de negócio; e uma significativa redução no esforço de análise e extração de dados de contratos.

Preparando a estrutura para o futuro

Para Veiga, o uso da IA generativa pela Indra vai representar uma disrupção nos processos da empresa. “Nos toma muito tempo fazer esse processo de input de dados e análise de contas, que também é muito sujeito a erros. Quando estivermos funcionando nos moldes que a gente espera, com a AWS, este tempo será muito menor”, diz.

O executivo reforça que a Indra está se preparando para 2028, quando o mercado livre de energia projeta uma abertura também para clientes residenciais. Temos que ter uma robustez tremenda para atender esse volume”, compara, lembrando que, hoje, a empresa leva de três a quatro dias para enviar uma cotação – que já é mais ágil que diversos concorrentes no mercado – e que, até 2028, isso será feito em segundos e via celular.

Além disso, a plataforma na AWS acelera e torna escalável a aquisição de clientes em volume, com poucas ações manuais, e reduz drasticamente o tempo gasto na revisão manual de documentos para coleta de dados.

Próximos passos

“O que temos aqui é o módulo de pesquisa, identificação e aquisição dos clientes, mas ainda vamos expandir o front end para estes acessos, gestão dos benefícios recebidos pelos parceiros e implementar diversas conexões a dados internos e externos para análise dos dados extraídos das faturas de energia. Existe toda uma demanda de desenvolvimento que vai se utilizar dessa solução”, finaliza Veiga.

Sobre a Indra Energia

O Grupo Indra Energia se dedica a impulsionar a transição energética para um futuro mais sustentável. Eles fornecem soluções energéticas eficientes e inovadoras para seus clientes, que vão desde a comercialização e trading de energia, até a geração distribuída e investimento de impacto. Eles acreditam que a energia é o motor do mundo e, por isso, trabalham para garantir que seus clientes tenham acesso a uma energia limpa e renovável, capaz de impulsionar seus negócios de forma mais rentável e sustentável. Seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade está presente em cada aspecto do seu trabalho, desde a identificação de novas oportunidades de mercado até a implementação de tecnologias de última geração para maximizar a eficiência energética.

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