TIC é área com menor proporção de formandas no Brasil, sem avanço em 10 anos

Presença de mulheres nos cursos de TIC caiu entre 2012 e 2022, aponta IBGE | Foto: Freepik

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira, 8, mostra que a proporção de mulheres entre formandos na área de Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil chegou a apenas 15% em 2022, e não avançou em relação aos dez anos anteriores. Pelo contrário, caiu 2,4 pontos percentuais e é o segmento com menor presença feminina entre todos os cursos analisados.

Os números são da 3ª edição da pesquisa ‘Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil’. O levantamento cruza as bases de dados do IBGE, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Saúde, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A pesquisa mostra que a proporção de mulheres também não cresceu nas matrículas, ou seja, ainda entre as estudantes, elas são minoria, representando 15,7% em 2022 – número que mostra estabilidade em 10 anos, já que em 2012 o percentual era de 15.4% .

Em comparação a outros cursos, TIC tinha a 3ª menor proporção de mulheres em 2012, perdendo apenas para dois segmentos à época, que hoje já apresentam avanços: “programas interdisciplinares abrangendo negócios, administração e direito” era a área com menos concluintes em 2012, com apenas 9.1%, mas saltou para 43,4% em 2022; “serviços de segurança” continuou ocupando o lugar de segundo menor número feminino no período analisado, no entanto, apresentou aumento de 12,4% para 15,4%.

Veja o atual panorama a seguir:

Tomadores de decisão

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que não tem mulheres na diretoria, vem divulgando o reforço de ações de incentivo para maior presença feminina na equipe. O conselheiro Alexandre Freire estuda formas de inserir o tema até mesmo entre compromissos a serem assumidos pelas prestadoras.

No início deste ano, o “think tank” da Anatel, Centro de Estudos Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovação Tecnológica (Ceadi) mudou seu regimento interno em busca da igualdade de gênero. Agora, o Conselho Superior do órgão ligado à Anatel terá o mesmo número de integrantes homens e mulheres. Hoje, a composição tem apenas uma mulher, Roberta Maria Rangel, e o objetivo é subir para sete.

Na última semana, Freire, como presidente do Conselho Superior do Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi), iniciou projeto para a criação de um repositório de referências bibliográficas de mulheres. De acordo com a Agência, o projeto tem por objetivo “promover a visibilidade das mulheres em diversas áreas de atuação, especificamente no contexto das políticas setoriais de telecomunicações no Brasil”.

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