Licitação de nuvem da Caixa tem disputa acirrada entre Claro, Atos e CTIS

A Caixa Econômica Federal realizou nesta quinta-feira, 14, uma licitação para contratação de nuvem única. O preço máximo da disputa era de R$ 124 milhões. Ao todo, 21 empresas se cadastraram para concorrer, mas apenas nove efetivaram proposta. Das que permaneceram, três disputaram o certame lance a lance: Claro, Atos e a CTIS (do grupo Sonda), que apresentou a oferta mais em conta, de R$ 49,8 milhões, embora com critérios distintos.

A Claro deu o segundo menor lance, de R$ 75 milhões. A Atos, o terceiro, de R$ 75,1 milhões.

Até o momento de publicação desta reportagem, a Caixa ainda não tinha oficializado o vencedor. Há agora abertura de prazo para resposta a recursos, de cinco dias.

O banco estatal pretende contratar, com o certame, empresa para a prestação de serviços computação em nuvem pública para Big Data, Analytics, Ciência de Dados, Machine Learning e Inteligência Artificial, com suporte técnico de sustentação, suporte técnico especializado e capacitação técnica.

O Tele.Síntese apurou que as regras do pregão (de número 0030/2024) foram consideradas restritivas, o que reduziu muito a quantidade de empresas entre a fase de inscrição e a de lances. Observadores indicam ainda que há chances de a proposta da CTIS ser desclassificada, pois é multicloud, e não de nuvem única. No caso, combina 80% de nuvem Huawei e 20% de AWS, orquestradas por um portal Morpheus (o que também não era previsto no edital).

Há, portanto, expectativa de que as concorrentes entrem com recurso. Claro e Atos apresentaram proposta de nuvem única, como descreve o edital, em ambos os casos baseada em solução do Google.

Das 9 empresas que deram lances, quatro apresentaram parceria com o Google, três com AWS e duas com Huawei (considerando a proposta multicloud da CTIS). Uma não informou qual plataforma iria utilizar para entregar os serviços.

Disputa lance a lance

A disputa lance a lance fui curiosa. A CTIS foi a primeira empresa a apresentar proposta no sistema, com oferta de R$ 162,7 milhões. O lance inicial da Claro foi de R$ 123,9 milhões. E o da Atos, de R$ 123,1 milhões.

Após várias rodadas, a CTIS baixou para R$ 118,8 milhões. A Claro e Atos então assumiram o protagonismo e passaram a disputar o leilão com ofertas um pouco mais baixas que a rival. Ao todo, Claro deu 56 lances, e a Atos, 58.

Em determinado momento, a CTIS apresentou lance de R$ 50,8 milhões. Mas o pregão não se encerrou. Claro e Atos prosseguiram com a sequência de lances, todos mais altos.

Mesmo sem ninguém apresentar preço inferior, a CTIS ainda reduziu mais o valor, para R$ 49,8 milhões, seu sexto lance. Após essa proposta, as rivais ainda fariam mais 83 contrapropostas, todas mais altas.

A Caixa ainda deverá nomear o vencedor, abrindo a etapa de recursos, que têm até cinco dias para serem respondidos. Após, se dá a homologação do vencedor em até sete dias.

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