Crescer fora de SP, só via aquisições, avisa CEO da Desktop

O CEO da Desktop, Denio Alves Lindo, afirmou hoje, 20, que a provedora de banda larga seguirá investindo em áreas estratégicas para crescer em São Paulo, e que pretende ampliar sua cobertura para fora do estado a partir de aquisições de outros ISPs. A afirmação se deu na conferência com analistas de mercado dos resultados de 2023.

“Nossa expansão atualmente é pontual e em áreas estratégicas. Estamos abertos a oportunidades via aquisições em outros estados”, falou o executivo.

Lindo falou que a empresa também segue aberta a negociar uma separação estrutural a fim de vender sua infraestrutura de fibra óptica para operadores de rede neutra. Em 2023, veio à tona a notícia de que havia tratativas com a V.tal sobre o assunto.

Lindo não disse qual o status atual das negociações, mas deu a entender que não se chegou a um valor adequado. “Para a gente só faz sentido fazer a divisão entre ClientCo e Infraco se houver uma oferta muito boa. Dito isso, estamos abertos a ouvir o mercado”, falou.

5G FWA vs. fibra

Por fim, o executivo afirmou que não teme nenhum movimento de venda de banda larga via rede 5G. A seu ver, a tecnologia móvel não é capaz de concorrer em velocidade e capacidade com a fibra óptica nos acessos fixos.

“O produto de 5G FWA não é competitivo com banda larga fixa via fibra. A Desktop já está trocando toda a base tecnológica para atender clientes com até 10 gbps na casa do cliente. O WiFi hoje que colocamos é 100% WiFi 6, é um diferencial muito significativo, e tenho certeza que o 5G não vai conseguir acompanhar a evolução tecnológica da fibra”, afirmou.

Mas há oportunidade no 5G, diz. Segundo ele, a fibra “sempre estará passos à frente” para a oferta de banda larga fixa ao cliente final. Mas a rede óptica da Desktop tem capilaridade para ser utilizada a fim de prover capacidade às antenas móveis de quinta geração. “Estamos fechando contratos, e em breve vamos ter o anunciar”, previu.

Resultado de 2023

A Desktop divulgou na noite de ontem , 19, os resultados do ano passado, quando apurou lucro líquido de R$ 149 milhões, uma alta de 114% sobre 2022. O EBITDA (lucro antes de depreciações, amortizações, juros e impostos) ficou em R$ 497 milhões, alta de 46%. E a receita líquida do ano cresceu 39%, se aproximando do bilhão: somou R$ 986 milhões.

A companhia terminou 2023 com 4,3 milhões de HPs (casas passadas por fibra própria e que podem assinar seus serviços de banda larga). O número representa uma expansão de 13% da rede do grupo. O backbone também cresceu e, somado com a última milha, passou de 55 mil km de extensão, alta de 14%. Com isso, está em 184 cidades, todas em São Paulo.

A Desktop fechou o ano com 1 milhão de clientes, crescimento de 26% sobre 2022. Adicionou 208 mil novos usuários, superando em novos clientes todas as demais operadoras e ISPs brasileiros na métrica. Metade das adições veio de aquisições.

Em 2023, a empresa investiu R$ 339 milhões, direcionou outros R$ 273 milhões para fusões e aquisições. O índice de alavancagem da companhia estaá em 2,4x, e a dívida líquida soma R$ 1,3 bilhão.

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