Angola Cables e EllaLink firmam acordo de troca de capacidade

A operadora Angola Cables, que no Brasil atende com a subsidiária Telcables, e a EllaLink, dona de um cabo que liga Fortaleza à Europa, fecharam um acordo de troca da capacidade. Pelo negócio, as empresas vão ceder entre si fibras nos cabos submarinos, transatlânticos, que possuem.

Pelo acordo, com o negócio, a EllaLink vai ser capaz de comercializar um circuito de transporte de dados interconectando Europa, Brasil e Estados Unidos. A empresa usará o cabo Monet, que chega a Fortaleza e pertence à Angola Cables, como rota alternativa aos cabos submarinos do Atlântico Norte.

Já a Angola Cables passa a ter acesso a fibras do cabo EllaLink para comercializar trânsito IP e peering, negócios que a parceira não tem. “O acordo é complementar”, resumiu Ângelo Gama, CEO da Angola Cables, que participou nesta terça-feira, 12, do evento Capacity Latam 2024, em São Paulo (SP).

Segundo ele, a redução na latência da rota submarina da empresa para a Europa será de até 51% de São Paulo para Lisboa e de 60% de Fortaleza. Até o acordo, a Angola Cables realizava a conexão à Europa via acordos que se beneficiam do cabo Monet chegando aos EUA e, de lá, atravessavam o Atlântico; ou, via SACs, ligando Fortaleza a Angola e, de lá, via Wacs, chega ao “velho continente”.

As empresas já comercializavam no evento de hoje produtos derivados do acordo. O Tele.Síntese apurou que a Angola Cables já conquistou cliente para usar o cabo rumo à Europa.

Novos planos para o segundo data center em Fortaleza

A Angola Cables está construindo um segundo data center em Fortaleza, cidade onde deságuam seus cabos Monet e SACs. A estrutura será tier 3, como previsto, mas o investimento inicial foi reduzido pela metade, a cerca de US$ 45 milhões.

Gama explica que o projeto da unidade mudou. Antes prevista para ser feita com uma capacidade energética mais baixa, para atender CPUs, está com o projeto reformulado para atender a oferta de processamento baseada em GPUs, voltada à demanda por inteligência artificial. “No data center, 70% do investimento é energia, 30% é infraestrutura. Então vamos ter que rever pois GPUs consomem até 18 kilowatts por rack. Neste momento, vamos lançar o data center com 16 Megawatts de capacidade, faseado, pensando depois em crescer. Por ora, estamos atrás dos clientes âncora”, falou.

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