Agro precisa das big techs para não ficar para trás em IA

IA também deve ter impactos no agro, avaliam especialistas (crédito: Freepik)

O agronegócio brasileiro precisa firmar parcerias com as big techs para incorporar soluções de Inteligência Artificial (IA) em seu processo produtivo, defendeu Vitor Pires Vencovsky, diretor da Gismaps e da Associação das Empresas de Tecnologia de Piracicaba (ATEPI), nesta quinta-feira, 21, durante o AGROtic 2024, promovido pelo Tele.Síntese em parceria com a ESALQtec.

Segundo ele, a tecnologia que promete impactar diversos mercados também deve ter efeitos sobre o agro, além de ser uma forma de melhorar a produtividade e a tomada de decisão.

“É preciso fazer parcerias com as big techs. Se a gente acha que vai fazer isso sozinho, através de internet, não vai ser assim, não”, frisou. “É preciso ir atrás das big techs e, também, de centros de pesquisa em IA no Brasil e no mundo”, acrescentou.

Vitor Pires Vencovsky, diretor da Gismaps e da ATEPI

Até o momento, empresas como Microsoft – sobretudo pela parceria com a OpenAI, criadora do ChatGPT –, Google e Amazon estão na liderança no que diz respeito aos investimentos destinados ao desenvolvimento da IA, embora praticamente todo o mercado de tecnologia tenha se voltado a esse campo de estudo nos últimos dois anos.

Na avaliação do diretor da ATEPI, o agro não pode ignorar a IA, tendo em vista que a tecnologia “vai causar uma grande transformação”, inclusive com a possibilidade de “máquina se relacionar com máquina, reduzindo a interferência humana”.

Drones com IA

Contribuindo com a discussão, David Barral Santos, CEO da Altamap, empresa de agricultura de precisão com drones, apontou que, com software de IA mais avançados, os equipamentos devem chegar a um nível de maturidade em que serão capazes de tomar decisões por conta própria.

David Barral Santos, CEO da Altamap

O executivo ainda citou que já há drones que realizam atividades sem controle humano, seguindo uma determinado rota e voltando à estação de carregamento de energia e de baixa dos dados.

“É possível, sim, imaginar que teremos mudanças nesse segmento. Já temos parceria com empresas de IA e visão computacional, com foco em fazer o monitoramento contínuo de propriedades com culturas perenes”, disse Santos.

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