Aplicativo Celular Seguro apresenta falhas de acessibilidade para idosos e outros públicos

O programa Celular Seguro, lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) completou, em janeiro, seu primeiro mês de operação com números animadores. No período, foram registrados 12.163 alertas de bloqueios de aparelhos, que representaram uma média de 393,4 solicitações por dia. Ao todo, pouco mais de 1,2 milhão de pessoas haviam se cadastrado, com 954 mil telefones inscritos. Apesar dos volumes serem considerados satisfatórios, especialistas em acessibilidade afirmam que eles poderiam ser ainda maiores caso o aplicativo tivesse alguns ajustes para diminuir as dificuldades de uso enfrentados pelos idosos, que formam um dos públicos mais necessitados deste tipo de serviço.

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Valmir de Souza, CEO da Biomob, startup especializada em consultoria e soluções de acessibilidade, que também leciona “acessibilidade digital” no Programa de Residência de Software do SERRATEC (Parque Tecnológico Região Serrana) do Rio de Janeiro, adverte para o fato de que, o app apresenta problemas em questões como comandos, autenticação e de navegabilidade.
 

“Os comandos devem respeitar as regras de contraste e possuírem textos alternativos para leitores de tela. Além disso, as autenticações devem prever alternativas para pessoas com baixa visão ou cegas enquanto a navegabilidade precisa ser intuitiva e respeitar uma ordem lógica”, avalia.

O especialista afirma considerar o aplicativo Celular Seguro uma excelente iniciativa para aumentar o nível de segurança num problema crônico que é o roubo e furto de celulares. Apesar disso, o projeto esbarra nos mesmos problemas de sempre no que diz respeito a acessibilidade.

Ele acrescenta que o Brasil tem evoluído nas questões de acessibilidade, mas é importantíssimo que os órgãos públicos sirvam de exemplos para que a iniciativa privada acompanhe as diretrizes que estão previstas desde a constituição de 1988.

O CEO da Biomob apresenta estudos que colocam em números o tamanho do desafio. A pesquisa TIC Web Acessibilidade / Ceweb.br, por exemplo, mostrou que somente 0,7% dos portais e páginas sob o domínio gov܂br (usados por órgãos governamentais federais, estaduais e municipais, e, portanto, que deveriam dar os melhores exemplos) eram plenamente acessíveis. Por sua vez, a pesquisa BigDataCorp / Movimento Web Para Todos constatou que apenas 0,46% dos 21 milhões de websites do País estavam livres de barreiras para pessoas com deficiência.

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