Dia Internacional da Proteção de Dados: como está o mercado no Brasil?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está próxima de completar 4 anos. Nesse período, a lei foi amplamente debatida e as empresas passaram a criar setores exclusivos para adequação à LGPD. 

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A importância em se adequar a lei fez com que empresas investissem em profissionais e em tecnologias relativas ao tema. Pesquisa da TIC Provedores, revelou que 40% das empresas no Brasil têm setor exclusivo para proteger dados. 

Em relação às penalidades aplicadas pela ANPD, em 2023, o órgão aplicou no começo do segundo semestre a primeira multa administrativa por descumprimento à LGPD. A decisão aconteceu contra uma empresa de telemarketing por usar dados de eleitores em uma campanha política municipal.

Ao mesmo tempo, a LGPD é uma preocupação para todos os cidadãos, e em especial no cuidado e proteção de dados de crianças e adolescentes. Segundo estudo do TIC Kids Online Brasil, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o país acessam a internet, o que corresponde a mais de 25,1 milhões de pessoas.

Dentro deste cenário, o Dia Internacional da Proteção de Dados assume extrema relevância, porque aborda não apenas a segurança dos dados dos clientes das empresas, mas abrange toda a complexa rede que impulsiona as operações empresariais, incluindo fornecedores, colaboradores, sócios, investidores, entre outros. 

“É imprescindível encarar a privacidade não só como um direito adquirido, mas como uma responsabilidade constante. Nesse sentido, a conscientização e a educação tornam-se fundamentais para todas as equipes dentro das empresas, visando garantir a preservação e o respeito aos dados em todos os aspectos do negócio”, afirma Aline Deparis, CEO da Privacy Tools.

Aline ressalta que as empresas começaram a se preocupar com a privacidade e proteção de dados. “Nós vemos a questão da privacidade e proteção de dados como grande responsabilidade e respeito. E em nossos clientes, podemos ver como esse assunto passou a ser relevante e como as organizações estão se preparando para cumprir a LGPD. Com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicando as primeiras multas por infração à Lei, penalizações devem ser constantes e em maior volume em 2024”, analisa.

Como tendência para a gestão da privacidade e proteção de dados para 2024, Aline destaca o uso da governança de IA, sendo crucial para assegurar sua utilização de maneira ética, segura e responsável. Segundo o Gartner, até 2025, 60% das grandes organizações usarão técnicas de computação de aprimoramento de privacidade (PEC) em análise, inteligência de negócios e/ou computação em nuvem. 

Aline Deparis, CEO da Privacy Tools.

Sua jornada como empreendedora na área de tecnologia começou em 2009, ao fundar a Maven Inventing Solutions.

Ao longo dos anos, assumiu papéis de liderança, sendo presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Rio Grande do Sul (Assespro-RS) e do Conselho das Entidades de TI do estado (CETI-RS).

Em 2019, fundou a Privacy Tools com o objetivo de auxiliar empresas e DPOs na proteção de dados pessoais.

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